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Madeira

Líder do Chega/Madeira diz que desvinculação de Miguel Castro não fragiliza o partido

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Foto Arquivo

O presidente do Chega/Madeira, Hugo Nunes, disse hoje que a desvinculação e passagem a deputado independente do ex-líder da estrutura regional, Miguel Castro, não fragiliza o partido e até o vai fortalecer na região autónoma.

"A saída de Miguel Castro, obviamente, diz mais do próprio Miguel Castro do que do partido", disse, vincando que o ex-dirigente fez o que criticava em relação a outros elementos, quando afirmava que o partido tinha de estar sempre acima dos interesses pessoais.

"Miguel Castro esteve num registo dos seus próprios interesses, preocupou-se consigo e não com o partido", reforçou Hugo Nunes, em declarações aos jornalistas, no Funchal.

O novo líder do Chega/Madeira, eleito nas eleições internas de junho, sustenta que Miguel Castro seguiu uma "agenda pessoal" e, por outro lado, classificou como "falsas" as suas afirmações em relação ao contacto com o presidente do partido, André Ventura, que esteve na Madeira no passado fim de semana.

Em declarações à Lusa, Miguel Castro explicou que, antes de tomar a decisão de se desvincular do partido e passar a deputado independente, esperou por uma reunião com o presidente André Ventura, que não aconteceu.

"Miguel Castro foi convidado por mim para estar presente na rentrée do partido", observou Hugo Nunes, acrescentando: "Ele é que não quis estar presente. Se ele quisesse falar com o presidente André Ventura sabia onde ele ia estar e sabia o que nós íamos fazer e poderia estar presente e falar com o presidente."

Hugo Nunes sublinhou, por outro lado, que o ex-líder e deputado foi sempre informado das reuniões do grupo parlamentar desde que a nova direção tomou posse, mas "simplesmente nunca apareceu".

"O Miguel Castro já estava desligado do Chega há muito tempo e só se serviu de desculpas que não são verdade para se tornar independente", disse.

O presidente do Chega/Madeira, também líder do grupo parlamentar do partido na Assembleia Legislativa, considerou que a saída o antigo dirigente não fragilizar o partido nem o grupo parlamentar, agora composto por dois deputados.

"O partido está mais forte. A saída de Miguel Castro não fragiliza em nada o partido", disse, reforçando: "Na minha opinião pessoal, acho que até que vai ajudar a ser um Chega mais forte do que aquele que é neste momento."

Miguel Castro, que liderou a estrutura regional do Chega entre 2022 e junho de 2026, alegou que a nova direção lhe retirou a confiança política e, por isso, decidiu desvincular-se do partido e passar a deputado independente no parlamento madeirense.

"Eu não sou nem prato velho, nem jarrão para ficar numa prateleira", disse hoje à agência Lusa.

O Chega contava com três deputados na Assembleia Legislativa da Madeira, num total de 47 que compõem o hemiciclo, eleitos nas eleições regionais antecipadas de 2025, sendo que o partido tem representação parlamentar na região desde 2023, ano em que elegeu quatro representantes.