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Madeira

PCP apela à adesão à greve da Administração Pública

Ricardo Lume diz que os trabalhadores da Madeira têm “razões acrescidas” para participar na paralisação de sexta-feira

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O PCP manifestou esta quarta-feira solidariedade com os trabalhadores das carreiras gerais da Administração Pública e apelou à adesão à greve nacional marcada para sexta-feira, 2 de Outubro.

A paralisação abrange as carreiras gerais da Administração Pública central, regional e local e foi convocada por estruturas sindicais da CGTP, que reivindicam a valorização imediata das carreiras, o reconhecimento das especificidades profissionais e o início de negociações.

Numa iniciativa realizada hoje, Ricardo Lume, membro do Comité Central do PCP, defendeu que, na Madeira, existem “razões acrescidas” para participar na jornada de luta, apontando a evolução dos preços na Região e acusando o Governo Regional de não cumprir compromissos de valorização das carreiras.

O dirigente comunista salientou ainda a importância dos trabalhadores das carreiras gerais para o funcionamento de serviços em áreas como Saúde, Educação, Segurança Social, higiene urbana, abastecimento de água, Justiça, Cultura, Ambiente, Desporto, investigação, Segurança e Defesa.

Segundo o PCP, muitos destes profissionais continuam com baixos salários, apesar de acumularem várias décadas de serviço, situação que o partido considera agravada pelo aumento do custo de vida.

Entre as principais reivindicações associadas à greve estão o reconhecimento da especificidade das profissões, a valorização das carreiras e a abertura imediata de processos negociais.

A greve nacional abrange cerca de 350 mil trabalhadores, incluindo técnicos superiores, assistentes técnicos e assistentes operacionais, segundo informação divulgada aquando da convocação da paralisação.