PCP defende aumento extraordinário de 50 euros nas pensões ainda este ano
O Partido Comunista Português (PCP) defende um aumento extraordinário das reformas e pensões ainda em 2026, propondo um acréscimo mínimo de 50 euros mensais para todos os pensionistas. A posição foi apresentada esta quarta-feira numa acção de contacto com a população do Funchal, no âmbito da campanha 'Romper com Injustiças – Novo Rumo para Portugal, Uma Vida Melhor', de acordo com uma nota enviada pelo partido à imprensa.
Ricardo Lume, membro do Comité Central do PCP, afirmou que, perante o agravamento dos preços, é “cada vez mais difícil viver no país e na Região com pensões de miséria”.
Segundo os dados estatísticos citados pelo PCP, cerca de um em cada quatro reformados recebe uma pensão inferior ao Indexante dos Apoios Sociais (IAS), actualmente fixado em 537,13 euros, enquanto cerca de 80% dos pensionistas auferem menos de 1,5 IAS, valor que ronda os 805 euros.
O partido considera que os baixos valores das pensões, conjugados com o aumento dos preços dos bens essenciais, combustíveis, gás, electricidade, telecomunicações e habitação, têm agravado as dificuldades sentidas pelos reformados e pensionistas. Neste contexto, o PCP apresentou na Assembleia da República uma iniciativa legislativa que prevê um aumento intercalar das reformas e pensões, a aplicar, pelo menos, a partir de 1 de Julho de 2026.
De acordo com a proposta apresentada pelo partido, o aumento mínimo seria de 50 euros mensais para todos os pensionistas. O PCP estima que a medida representaria mais 300 euros no conjunto dos seis meses até ao final do ano e teria ainda impacto no valor da pensão utilizado como base para a actualização de Janeiro de 2027.
Na nota, o PCP considera que a medida permitiria contribuir para a recuperação do poder de compra e para a valorização das reformas e pensões, deixando também um desafio aos restantes partidos com representação na Assembleia da República sobre a posição que irão assumir relativamente à proposta.