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Madeira

“Basta haver um caso para nos preocuparmos”

Ricardo Matos destaca baixa incidência na Madeira

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O comandante regional da PSP, superintendente Ricardo Matos, afirmou hoje que não dispõe de números sobre os casos de violência contra profissionais de saúde na Madeira, mas considera que a realidade regional é “muito melhor” do que a do continente.

“Eu não tenho números. Não fiz essa compilação”, afirmou aos jornalistas à margem do 1.º Encontro ‘Segurança e Saúde’, acrescentando que são situações que acontecem, muitas vezes, porque as pessoas estão “alteradas” ou “fragilizadas”.

Ricardo Matos defendeu que os profissionais devem saber que “não estão sozinhos” e que comportamentos violentos, incluindo violência verbal, têm consequências.

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“Todos nós temos direito a enervarmo-nos, todos nós temos direito, muitas vezes, a perdermos a calma, mas isso não nos permite, de forma nenhuma, agir de forma violenta”, afirmou.

O responsável revelou que o Hospital dispõe, há mais de 20 anos, de um profissional das forças de segurança em permanência, 24 horas por dia. Considerou, contudo, que não faria sentido colocar agentes em cada centro de saúde, sendo mais importante garantir que os profissionais sabem quem contactar perante uma situação de violência.

Ricardo Matos destacou ainda alterações recentes no enquadramento penal. “A agressão a um profissional de saúde é um crime público”, afirmou, explicando que basta a Polícia ter conhecimento da ocorrência para que seja instaurado um processo penal, independentemente de o profissional querer ou não apresentar queixa.

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Sobre a realidade madeirense, apontou como factores de prevenção a proximidade entre as pessoas e a maior sensibilidade social. “As pessoas conhecem-se, as pessoas sabem que, se tiverem algum comportamento menos razoável, vão ser apontadas”, afirmou.

“O sentimento de impunidade e de anonimato que existe em muitas cidades do continente aqui não existe”, acrescentou.

Apesar da baixa incidência, sublinhou que a PSP mantém-se atenta. “Basta haver um caso para nos darmos por preocupados e para se justificar que as pessoas saibam, perante as situações, como devem agir.”