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Madeira

“Proteger quem cuida é proteger quem precisa”

Micaela Freitas defende prevenção da violência

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foto OD

“Proteger quem cuida é, por isso, proteger quem precisa de cuidados.” A afirmação foi feita esta manhã por Micaela Freitas, na sessão de abertura do 1.º Encontro ‘Segurança e Saúde’, promovido pelo Comando Regional da PSP em colaboração com o SESARAM.

A secretária regional da Saúde e Protecção Civil defendeu uma articulação permanente entre a Saúde e a PSP, assente na prevenção, proximidade, procedimentos claros e resposta rápida.

“A intervenção não pode, não deve, começar apenas depois da agressão”, afirmou, defendendo a identificação de riscos e a preparação das unidades de saúde para situações de conflito.

Micaela Freitas apontou cinco princípios para a segurança na Saúde: “prevenir, formar, proteger, agir e acompanhar”.

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Orlando Drumond , 03 Setembro 2026 - 09:54

À margem da conferência, a governante considerou importante a formação promovida pela PSP para que os profissionais saibam identificar situações de violência e evitar a sua escalada.

“Felizmente, não são muito comuns, mas ocorrem”, afirmou, acrescentando não dispor dos números da Região. Revelou, contudo, que este ano já ocorreu uma situação de violência no Hospital João de Almada, “que foi prontamente resolvida”.

A formação, acrescentou, permite também que os profissionais se sintam mais seguros e prestem melhores cuidados.

Questionada sobre as recentes “entregas de responsabilidades” por profissionais de saúde, Micaela Freitas reconheceu que a carência de trabalhadores em algumas áreas está identificada e que decorrem processos de concurso.

“Se nós queríamos que fosse amanhã a resolução do problema, queríamos, mas há regras e nós temos de cumpri-las”, afirmou.

Sobre as situações recentes, esclareceu que dizem respeito à área da farmácia e não abrangem todos os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica.

Questionada se a falta de profissionais é a principal causa dos problemas, respondeu: “Sim, é sim.”

A governante acrescentou que as altas clínicas também influenciam as necessidades de pessoal e garantiu: “Desde Janeiro de 2026 não há nenhum profissional que saia que não esteja a ser substituído.”

Admitiu, contudo, que a substituição não ocorre no dia seguinte devido aos procedimentos administrativos, embora seja “muito mais rápida do que um procedimento normal”.

Micaela Freitas garantiu ainda que o objectivo é evitar a redução do efectivo e reforçar profissionais em algumas áreas.