Saiba o que hoje é notícia
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, faz hoje um balanço do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), em Lisboa, na reta final para a execução que, tal como definido por Bruxelas, termina esta segunda-feira.
Castro Almeida tem vindo a defender a total execução do plano, a menos que ocorra "alguma anormalidade" e segundo o último relatório de monitorização do plano, elaborado pela Estrutura de Missão Recuperar Portugal, a execução do PRR encontra-se nos 75%, com os pagamentos aos beneficiários, até quarta-feira, a chegarem aos 14.463 milhões de euros.
Em entrevista à Lusa na quinta-feira, o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos, disse que Portugal aumentou as probabilidades de execução do plano a 100% e que os últimos dias não serão decisivos, mas adiantou que as obras vão continuar mesmo após agosto.
Esta situação vai verificar-se, por exemplo, nas escolas, centros de saúde e residências estudantis.
Hoje, também é notícia:
CULTURA
A 5.ª edição do Festival Kalorama começa hoje, no Parque da Bela Vista, em Lisboa, para três dias de Música, Arte e Sustentabilidade, com artistas que vão de Robbie Williams a Ms. Lauryn Hill passando por Angine de Poitrine e Deftones.
Nesta edição, em que o festival voltou a juntar-se à Cultural Affairs, responsável pelas galerias Underdogs e Eterno, a estrutura em volta do palco principal é da autoria do Diogo Aguiar Studio, que trabalha na fronteira entre Arte e Arquitetura.
Nesta edição regressam também, por exemplo, a sala de pausa, pensada para pessoas neurodivergentes ou que estejam a passar por crises de pânico, as plataformas para pessoas com mobilidade reduzida, que têm também direito a um parque de estacionamento perto da entrada, espaços na frente de todos os palcos onde as pessoas surdas poderão sentir a vibração da música, tradução dos concertos para Língua Gestual Portuguesa, e há bilhete gratuito para acompanhante.
Para chegar ao recinto, a organização aconselha o uso de transportes públicos. Perto do recinto há uma estação de Metro, da Bela Vista. O metro funciona habitualmente até à 01:00, mas na sexta-feira, as estações Aeroporto, Oriente, Olivais, Bela Vista, Alameda e São Sebastião, na linha vermelha, e Alameda, Areeiro, Campo Grande e Telheiras, na linha verde, estarão abertas até às 04:00.
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Espetáculos de contos, atividades para pais e filhos, oficinas, exposições e um mercadinho de livros são algumas das iniciativas da 18.ª edição das Palavras Andarilhas, festival que decorre em Beja entre hoje e domingo.
Organizada pela Câmara de Beja, através da Biblioteca Municipal José Saramago, a Festa da Palavra Contada - Palavras Andarilhas tem como tema, este ano, "O Conto Tradicional: Memória e Tradição".
Organizado desde 1999, com periodicidade bienal desde 2002, o festival celebra, neste ano, a sua "maioridade" e vai decorrer no Jardim Gago Coutinho e Sacadura Cabral, vulgarmente conhecido como Jardim Público de Beja, e na biblioteca municipal.
DESPORTO
O Sporting vai tentar chegar hoje à liderança provisória da primeira Liga de futebol, precisando para isso de vencer em casa do Rio Ave, no jogo de abertura da quarta jornada da prova.
Depois dos triunfos caseiros sobre Vitória de Guimarães (3-2) e Alverca (3-1), os 'leões' podem chegar ao terceiro triunfo seguido e passar a noite no topo do campeonato, frente a um Rio Ave que arrancou a competição com duas derrotas, uma delas precisamente em casa perante o FC Porto (1-0), mas que vem de um moralizador triunfo (2-0) no Estoril.
O Rio Ave-Sporting está agendado para as 20:15.
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O K4 500 metros português vai defender hoje o título mundial de canoagem na Polónia, na que constitui a primeira possibilidade de medalha para a seleção lusa em Poznan.
Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha estarão na água às 14:10 (horas de Lisboa), com a difícil missão de manter o cetro alcançado em Itália em 2025, ano no qual também surpreenderam com o título europeu.
Fernando Pimenta, em K1 1.000 metros, e Teresa Portela, em K1 500, vão procurar um lugar na regata das medalhas, tal como o tricampeão europeu da paracanoagem, Norberto Mourão, em VL2, e Matilde Nunes, em KL3.
ECONOMIA
A Standard & Poor's vai divulgar hoje a avaliação da dívida soberana portuguesa, a segunda este ano, e os analistas ouvidos pela Lusa antecipam uma manutenção do 'rating' em A+, bem como da perspetiva em positiva.
Esta divulgação marca o arranque da segunda ronda de avaliações à dívida portuguesa, depois de todas as agências de notação financeira que seguem Portugal terem mantido inalterado o 'rating', mas com algumas a melhorar a perspetiva de estável para positiva. Na próxima semana, dia 04 de setembro, será a vez de a Fitch avaliar o 'rating' de Portugal.
O 'rating' é uma avaliação atribuída pelas agências de notação financeira, com grande impacto para o financiamento dos países e das empresas, uma vez que avalia o risco de crédito.
INTERNACIONAL
A guerra entre os Estados Unidos e o Irão completa hoje seis meses sem que Washington tenha conseguido eliminar o programa nuclear iraniano ou provocar uma mudança de regime em Teerão.
O conflito deixa para já como rasto, entre outros aspetos, uma crise energética mundial, repercussões à escala global no custo de vida, um Médio Oriente ainda mais instável e um dilema político com relevância eleitoral para o Presidente Donald Trump, que disputa o controlo do Congresso norte-americano nas eleições intercalares de novembro.
A "Operação Fúria Épica" começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva aérea de grande escala contra instalações militares, nucleares e dirigentes iranianos, causando, entre outras mortes, a do líder supremo, Ali Khamenei.
Washington justificou a intervenção com a necessidade de impedir o Irão de adquirir uma arma nuclear, depois de negociações em Omã terem fracassado perante a recusa de Teerão em abdicar do enriquecimento de urânio.
Trump apresentou inicialmente a operação como rápida e decisiva: em março, dizia que estava "quase concluída", em abril proclamava uma "vitória total" e em maio comunicava ao Congresso o fim das hostilidades diretas.
Entre ameaças de "aniquilar" o Irão, cessar-fogos e novas ofensivas, o Presidente foi sucessivamente anunciando acordos que Teerão negava ou que acabavam por não se concretizar.
Seguiu-se, em 17 de junho, um novo entendimento, mas as hostilidades recomeçaram em julho e o conflito passou progressivamente para uma batalha económica e energética, com o estreito de Ormuz, bloqueado pelo regime iraniano desde o início da guerra e por onde passava cerca de 20% do petróleo e do gás consumido em todo o mundo, no centro de todas as atenções.
Em pleno agosto, Trump anunciou a "Operação Pária Económico" contra o Irão, com o objetivo de impor sanções a todos os que façam negócios com regime de Teerão.