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Um ano após acidente é dia de homenagear as vítimas do elevador da Glória

O dirigente sindical do STRUP/Fectrans, Manuel Leal, coloca coroa de flores durante a homenagem às vítimas.
O dirigente sindical do STRUP/Fectrans, Manuel Leal, coloca coroa de flores durante a homenagem às vítimas., FOTO JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, considerou que hoje é dia para recordar as vítimas, em declarações após a cerimónia que assinalou um ano do descarrilamento do elevador da Glória, que fez 16 mortos e 24 feridos.

"É um dia para homenagear e mostrar a nossa solidariedade e é também um dia de gratidão. Homenagear aqueles que partiram, que já não estão entre nós, é esse o nosso dever, da nossa memória", disse Carlos Moedas aos jornalistas, no final da cerimónia.

Para o autarca, não se pode esquecer "nunca nenhum dos nomes" dos que perderam as suas vidas no acidente de 03 de setembro de 2025.

Carlos Moedas frisou que não se pode "nunca esquecer aquilo que eles eram, aquilo que eles fizeram, as pessoas que eram, esse [é um] dever de memória. É o dever que os lisboetas têm perante esta tragédia", salientou.

A cerimónia decorreu no Largo do Oliveirinha, junto à Calçada da Glória, no dia em que passa um ano sobre o acidente, com a presença, entre outros, de familiares das vítimas.

Foram depositadas várias coroas de flores, na maioria brancas, mas havia também uma com as cores da bandeira francesa, nacionalidade de uma das vítimas.

No largo foi colocada uma oliveira de 150 anos e 16 blocos em calcário assinalam o aniversario sobre o descarrilamento na Glória que fez 16 mortos e 24 feridos de 15 nacionalidades.

A composição do memorial integra uma oliveira adulta implantada em caldeira circular e rodeada por "16 blocos pétreos em calcário" com "alturas diferenciadas e superfícies preparadas para gravação dos nomes das vítimas".