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Ribeira Brava solidária e ativa

Um município não cuida apenas do seu concelho. Cuida também da sua população. E solidariedade não pode ser apenas uma palavra utilizada nos momentos de maior comoção

Agosto pode abrandar o calendário, mas não suspende as necessidades das pessoas. Os caminhos continuam a precisar de limpeza, os espaços públicos exigem manutenção, os riscos têm de ser prevenidos e os serviços devem permanecer disponíveis. É por isso que, na Ribeira Brava, a atividade municipal não entra de férias.

As grandes obras continuam a avançar, como as empreitadas da Rua dos Dragoeiros, do Caminho do Tranqual, da Pedra-Vigia e do Caminho dos Salões/Candelária. Não estão paradas. Mas governar um concelho não é aparecer apenas nas grandes decisões ou nas obras de maior dimensão. É estar atento ao que acontece à porta de casa, atuar antes que os problemas se agravem e garantir que cada freguesia sente a presença da Câmara. Esse trabalho raramente tem palco, mas é aquele que mais depressa se reflete no quotidiano das populações.

É esse o princípio que está presente nas pequenas obras realizadas um pouco por todo o concelho: pavimentações, construção e reparação de muros de suporte, instalação de varandins de proteção, melhoria de estacionamentos, beneficiação de caminhos e outras intervenções de manutenção. Isoladamente, podem não impressionar pelo valor, mas, no seu conjunto, fazem diferença para quem utiliza diariamente estes espaços. Disso estou certo.

O mesmo princípio aplica-se à limpeza e desobstrução dos caminhos florestais e agrícolas, bem como à remoção de resíduos abandonados ilegalmente nas nossas serras, linhas de água e espaços naturais. Num Concelho com a nossa orografia, estes trabalhos não podem ser encarados como intervenções secundárias. São parte essencial de uma política de prevenção e de proteção do nosso Município. É sempre mais fácil falar de segurança depois de acontecer uma emergência. Mais difícil, e também mais responsável, é trabalhar quando quase ninguém está a olhar. Limpar uma linha de água no Verão, manter acessível um caminho agrícola ou retirar resíduos de uma zona florestal significa reduzir riscos antes da chegada do mau tempo. A prevenção faz-se com planeamento, meios no terreno e continuidade.

Mas um município não cuida apenas do seu concelho. Cuida também da sua população. E solidariedade não pode ser apenas uma palavra utilizada nos momentos de maior comoção. Tem de ser transformada em gestos e em capacidade de mobilização.

Foi isso que aconteceu na Festa Luso-Venezuelana, que voltou a aproximar duas comunidades unidas por tantas histórias familiares e assumiu uma dimensão solidária perante as dificuldades vividas na Venezuela. Foi também esse o espírito do Festival Bons Motivos e da sua ligação ao projeto Um Dia Pela Vida, da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Um dia poderei ser eu ou mesmo um nosso munícipe, por isso estaremos, na medida do possível disponíveis para ajudar quem precisa.

É nesta conjugação entre proximidade e solidariedade que se reconhece a utilidade da ação municipal. Uma Câmara deve ser capaz de promover eventos, dinamizar a economia local e criar momentos de encontro, sem deixar de executar as pequenas obras, proteger e apoiar quem mais precisa.

Há quem avalie a política pelo ruído que produz. Prefiro avaliá-la pelos problemas que resolve. Uma autarquia não precisa de anunciar diariamente que está a trabalhar. Precisa de estar presente, cumprir e melhorar, passo a passo, a vida das pessoas. Mesmo em agosto, foi isso que fizemos. Porque as responsabilidades não têm época baixa e a Ribeira Brava não fecha para férias.