"As pessoas não são números"
Sónia Brazão defende uma intervenção social focada na autonomia e no impacto
"As pessoas não são números." A ideia marcou hoje a intervenção de Sónia Brazão, vereadora com o pelouro da intervenção social na Câmara Municipal de Câmara de Lobos, na abertura do 5.º Congresso Mais Social.
A autarca defendeu uma mudança de paradigma na intervenção social, considerando que a resposta às situações de vulnerabilidade continua a ser indispensável, mas já não é suficiente. "Não basta responder aos problemas. É preciso preveni-los, capacitar e criar oportunidades", afirmou.
Sónia Brazão defendeu que as instituições sociais devem ser vistas como verdadeiros agentes de transformação, pela proximidade às comunidades e pelo conhecimento que têm das pessoas e dos seus problemas.
Nesse sentido, considerou que o sucesso da intervenção não deve ser avaliado apenas pelo número de pessoas apoiadas, mas sobretudo pelas vidas transformadas, pela autonomia recuperada e pelos problemas que foi possível evitar.
"A verdadeira medida do sucesso não pode ser apenas quantas pessoas apoiámos, mas quantas vidas conseguimos transformar, quantas oportunidades criámos e quantos problemas conseguimos prevenir", sustentou.
A vereadora sublinhou ainda que os desafios sociais são demasiado complexos para serem resolvidos isoladamente, defendendo uma maior articulação entre autarquias, instituições sociais, escolas, saúde, empresas, famílias e comunidade.
Para Sónia Brazão, o 5.º Congresso Mais Social deve ser também um espaço para questionar práticas, partilhar experiências e encontrar novas ferramentas para responder às necessidades de uma sociedade em mudança.
"A economia social tem de ser capaz de criar impacto positivo", defendeu, apontando a inovação, a capacitação, a prevenção e a autonomia como caminhos para uma intervenção social menos assistencialista e mais transformadora.