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Primeiro-ministro faz hoje declaração às 20:00 em São Bento

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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai fazer hoje uma declaração às 20:00, na residência oficial em São Bento (Lisboa), horas depois da reunião do Conselho de Ministros.

"O primeiro-ministro fará uma declaração na Residência Oficial", refere uma nota do gabinete do chefe do Governo PSD/CDS-PP.

Luís Montenegro anunciou na semana passada, no debate da moção de censura do Chega ao Governo, que o Conselho de Ministros aprovaria esta semana a atribuição de um novo suplemento extraordinário para os pensionistas que recebem até 1.611 euros, a ser pago em dezembro, e um alívio fiscal até ao sexto escalão do IRS.

Nessa ocasião, estimou que estas duas medidas teriam um custo total de 800 milhões de euros.

No Conselho de Ministros da semana passada, que se realizou em Bragança, o Governo aprovou o prolongamento dos apoios de dez cêntimos por litro ao gasóleo agrícola até final do ano, numa despesa estimada em 15 milhões de euros, bem como ajudas ao setor da pesca.

Nessa ocasião, o primeiro-ministro adiantou ainda que no Conselho de Ministros desta semana seriam tomadas decisões relativamente a outros setores - como os transportes, táxis, associações humanitárias de bombeiros e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) - para fazer face ao aumento dos preços dos combustíveis.

O primeiro-ministro tem insistido que, ao contrário do que afirma o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, "o Estado não está a ganhar dinheiro à custa da crise" causada pelos conflitos internacionais, em particular o do Médio Oriente.

"Todos os descontos que estão em vigor em sede de ISP [imposto sobre os produtos petrolíferos] vão significar no final do ano uma redução de tributação na ordem dos 1.300 milhões de euros, são as contas do Conselho de Finanças Públicas", afirmou na semana passada, no debate da moção de censura.

Hoje, numa conferência europeia sobre a economia alemã, em Lisboa, em que anunciou que Portugal vai "a caminho do quarto superávite consecutivo", Montenegro assegurou que o Governo está consciente "das dificuldades, do sofrimento das famílias e das empresas" com o aumento dos combustíveis, "e por via deles em toda a cadeia produtiva".

Na mesma ocasião, o primeiro-ministro referiu-se ao "aparentemente interminável conflito no Médio Oriente" entre os Estados Unidos e o Irão, falando num "caminho estúpido" do ponto de vista social e económico.

"É, sob o ponto de vista económico, verdadeiramente uma situação insustentável, chega mesmo a ser absurdo, para não usar uma expressão mais forte, que estejamos todos a ser penalizados e não consigamos dar a volta", disse.

"Eu vou mesmo dizê-lo: é um caminho do ponto de vista económico e social estúpido, não beneficia ninguém, prejudica-nos a todos, não tem um racional, não tem um sentido", considerou.

Sem fazer uma referência direta ao presidente norte-americano Donald Trump, Montenegro acrescentou: "Nós podemos e devemos proteger o mundo das ameaças terroristas, das ameaças nucleares, nós não podemos nem devemos pôr as pessoas a sofrer de forma injustificada por fatores que não conseguimos dominar", afirmou.