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Madeira

JPP quer transformar 33 milhões de euros de excedente em habitação no Funchal

Partido considera ainda que as "promessas de habitação" na capital não abrangem a classe média nem os jovens

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O JPP defende que os 33 milhões de euros de excedente orçamental previstos para 2026 pela Câmara Municipal do Funchal devem ser canalizados para a habitação.

No final da reunião de Câmara, o vereador do partido, António Trindade, voltou a considerar que o Funchal atravessa uma "crise habitacional" e que as respostas previstas pela Câmara são "insuficientes" perante os cerca de 3.000 pedidos de habitação existentes. "Faria claramente diferente. Era colocar como prioridade absoluta a habitação, colocando os 33 milhões de euros de excedente orçamental de 2026 ao serviço da habitação", frisou.

Nós não podemos iludir-nos com a excelência e dizer que a Câmara Municipal está a contribuir para soluções de habitação no Funchal, porque estas respostas não vão ao encontro da imensa classe média e dos jovens que procuram habitação e que vivem numa situação de asfixia António Trindade, JPP

O autarca relacionou ainda a dificuldade de acesso à habitação com o desemprego, em particular entre os mais jovens. Segundo referiu, cerca de 40% dos desempregados da Madeira encontram-se no Funchal, enquanto 14% do desemprego corresponde a jovens com menos de 25 anos.

Na leitura do JPP, os jovens enfrentam assim uma dupla dificuldade: por um lado, "os jovens qualificados não encontram emprego no Funchal" e, por outro, deparam-se com "o problema adjacente da habitação".

Para António Trindade, a conjugação destas duas dificuldades contribui para agravar a situação dos jovens que pretendem permanecer e viver no Funchal, numa altura em que o acesso a uma habitação a preços acessíveis continua a ser um dos principais desafios da cidade. "A pergunta que faço é a seguinte: alguém conhece no Funchal a existência de algum projecto de habitação a custos controlados e acessíveis com destino à classe média e aos jovens do Funchal", questionou