Empresa búlgara que fornece armas a Kiev diz ter sido alvo de sabotagem
A empresa búlgara de armamento EMKO, que fornece armas à Ucrânia, classificou hoje de sabotagem uma explosão que aconteceu na madrugada de sábado num dos seus depósitos.
"A destruição de depósitos [de armamento] na Bulgária está a tornar-se algo quotidiano", referiu a empresa em comunicado citado pela Efe, acrescentando que não foi concluída nenhuma das investigações abertas a explosões e incêndios em instalações da indústria de defesa desde 2011.
A empresa EMKO criticou a indiferença das instituições e avisou que a falta de resultados "encoraja os autores e cúmplices" a agir com impunidade.
Sobre o último incidente, a EMKO defendeu que o incêndio não pode ter sido causado por um erro humano, uma vez que a instalação não era utilizada há meses e tinha sido alvo de sete inspeções só este ano - a última feita há 20 dias -, não tendo sido detetadas irregularidades.
"Todos os incidentes semelhantes que aconteceram desde 2011 foram provocados por forças externas. Não há razão para supor que este caso seja diferente", acrescentou a empresa em comunicado, pedindo uma resposta coordenada da União Europeia e da NATO.
Apesar das críticas, a EMKO não apresentou qualquer prova de que a explosão esteja relacionada com sabotagem e o Ministério Público abriu um inquérito para investigar o caso.
A empresa EMKO pertence a um empresário que tem fornecido armas à Ucrânia, Emilian Gebrev, e que foi alvo de uma tentativa de assassínio em 2015, por envenenamento com o agente neurotóxico Novichok, o mesmo que foi utilizado na tentativa de homicídio, em 2018, do ex-espião russo Sergei Skripal e da sua filha Yulia, em Salisbury, no Reino Unido.