DNOTICIAS.PT
Madeira

"Sofremos consequências de décadas de desinvestimento"

Ministro promete reforçar presença policial na Madeira

Luís Neves garantiu que o Governo está "totalmente solidário com todos os autarcas", considerando que os seus "pedidos são legítimos".
Luís Neves garantiu que o Governo está "totalmente solidário com todos os autarcas", considerando que os seus "pedidos são legítimos"., Foto Rui Silva/ASPRESS

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou hoje que o país "sofre hoje as consequências de décadas de desinvestimento" nas forças de segurança, reconhecendo que as condições encontradas nas esquadras visitadas na Madeira "não são compatíveis com a missão" dos polícias.

Na sessão solene comemorativa do 148.º aniversário do Comando Regional da PSP Madeira, no Museu de Imprensa da Madeira, em Câmara de Lobos, o ministro defendeu a necessidade de reforçar a presença policial e garantiu que as preocupações manifestadas pelos autarcas da Região são legítimas.

"Não se recupera num dia o que se perdeu ao longo de décadas", afirmou Luís Neves, acrescentando: "Foi também para isso que aceitei este desafio."

O ministro referia-se às condições das instalações policiais que visitou ontem na Ponta do Sol, Santa Cruz e Machico, reconhecendo que "as condições em que os polícias trabalham não são compatíveis com a missão".

"Também aqui na Madeira existem estas preocupações e estes pedidos", afirmou, numa referência ao debate sobre a necessidade de novas ou renovadas esquadras, que tem tido particular destaque em Lisboa e no Porto.

Luís Neves garantiu que o Governo está "totalmente solidário com todos os autarcas", considerando que os seus "pedidos são legítimos".

Sobre o aumento da criminalidade geral registado nos primeiros sete meses do ano, o ministro destacou que esse crescimento está relacionado com a própria actividade policial.

"O aumento da criminalidade geral resulta da vossa actividade", disse, dirigindo-se aos elementos da PSP.

Luís Neves afastou a ideia de que o aumento esteja relacionado apenas com uma maior procura de Portugal, sublinhando que o país dispõe de "profissionais de primeira linha, altamente capacitados".

A intervenção do ministro centrou-se, assim, na necessidade de reforçar os meios e a presença policial, mas também de recuperar o investimento nas infra-estruturas e equipamentos das forças de segurança.

"Não se recupera num dia o que se perdeu ao longo de décadas", reiterou, assumindo a recuperação das condições de trabalho como um dos desafios para o mandato.