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Madeira

Chega questiona ministro da Defesa Nacional sobre alegado uso de helicóptero militar por Rubina Leal

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O deputado do Chega na Assembleia da República, Francisco Gomes, enviou uma pergunta parlamentar ao ministro da Defesa Nacional sobre o alegado transporte da presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal, num helicóptero EH101 Merlin da Força Aérea, entre a Madeira e o Porto Santo, a 15 de Agosto.

A pergunta, registada a 19 de Agosto com o número 2472/XVII/1.ª, mas só hoje tornada pública, deve ter resposta do governo no prazo máximo de 30 dias, nos termos do Regimento da Assembleia da República, salienta o Chega em comunicado enviado este domingo à imprensa.

Segundo as informações na origem da pergunta, o Chega refere que o helicóptero terá sido mobilizado inicialmente para transportar urgentemente um doente do Porto Santo para a Madeira. Terminada a missão, a aeronave terá ficado no Aeroporto da Madeira à espera de Rubina Leal, que chegou pelo circuito reservado numa viatura da Menzies, após participar nas celebrações da Festa de Nossa Senhora do Monte, seguindo depois no helicóptero para o Porto Santo.

Estamos a falar de um helicóptero militar pago pelos contribuintes e destinado a missões de enorme importância para o país e para a segurança das populações. Se foi utilizado para dar uma boleia a uma responsável política, então estamos perante uma situação gravíssima, que tem de ser totalmente esclarecida. Francisco Gomes, deputado do Chega

Francisco Gomes quer saber se o Ministério confirma o transporte, qual o fundamento legal e operacional, quem o solicitou e autorizou, quais os custos envolvidos e se houve razões de Estado ou de segurança que o justificassem.

Os meios das Forças Armadas não são táxis para titulares de cargos políticos. Se um helicóptero que tinha acabado de cumprir uma missão de emergência ficou parado à espera de uma política para depois a levar ao Porto Santo, alguém tem de explicar ao País com que autoridade tomou essa decisão e quanto custou aos portugueses. Francisco Gomes, deputado do Chega

O deputado defende que, a confirmar-se a ausência de fundamento legal, devem ser apuradas responsabilidades e ponderado o ressarcimento dos custos ao Estado.

Não pode existir uma República para os cidadãos comuns e outra para quem ocupa lugares de poder. Se ficar demonstrado que houve uma utilização indevida de recursos militares para conveniência pessoal ou política, os responsáveis devem assumir as consequências e o dinheiro gasto deve ser devolvido ao Estado. Francisco Gomes, deputado do Chega

Francisco Gomes termina lembrando que o governo tem trinta dias para responder: "Espero que não seja necessário chegar ao último dia para explicar aos portugueses quem autorizou este transporte, com que fundamento e quanto custou. Quando estão em causa meios das Forças Armadas e dinheiro dos contribuintes, transparência não é uma opção. É uma obrigação!".