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Milhares evacuados na China e no Japão com aproximação do tufão Dolphin

Foto DR/Windy
Foto DR/Windy

A província chinesa de Zhejiang (leste) retirou preventivamente mais de 10.000 habitantes de algumas das suas ilhas devido à aproximação do tufão Dolphin, que se dirige para o mar do Leste da China.

O Dolphin, o 13.º tufão da temporada segundo a classificação chinesa, encontrava-se às 05:00 locais de hoje (22:00 de quarta-feira em Lisboa) a cerca de 1.360 quilómetros a leste da cidade costeira de Wenzhou, com ventos máximos de 42 metros por segundo, informou o Centro Meteorológico Nacional.

O organismo prevê que o sistema, classificado como tufão forte, avance para oeste a uma velocidade entre 15 e 20 quilómetros por hora, mantendo uma intensidade estável ou ligeiramente superior.

Segundo a previsão oficial, o Dolphin atravessará na sexta-feira as ilhas Ryukyu e entrará depois no mar do Leste da China, aproximando-se gradualmente da costa da China.

A evolução surge após as autoridades chinesas terem delineado esta semana duas possíveis trajetórias: uma chegada à costa entre as províncias de Zhejiang e Fujian, no sudeste do país, por volta da próxima segunda-feira, ainda como tufão ou tufão forte, ou uma mudança de direção para norte, com um eventual impacto já enfraquecido entre o estuário do rio Yangtsé e a península de Shandong.

Zhejiang ativou na noite de quarta-feira um alerta de nível três para tufões nas águas costeiras da província.

As autoridades retiraram mais de 10.000 pessoas das ilhas, enquanto várias ligações marítimas da província deverão ser suspensas a partir de hoje devido ao vento, informou na quarta-feira à noite a televisão estatal CCTV.

Na província de Cantão, no sudeste da China, a Administração Marítima anunciou controlos ao tráfego de navios a partir da tarde de hoje para as embarcações que naveguem para norte pela entrada sul do estreito de Taiwan.

O Dolphin chega num verão marcado na China por tufões, chuvas torrenciais, cheias e deslizamentos de terras, que já provocaram dezenas de mortos e a retirada preventiva de centenas de milhares de pessoas em várias províncias.

Os ministérios chineses das Finanças e da Gestão de Emergências atribuíram na quarta-feira 330 milhões de yuan (cerca de 42,3 milhões de euros) do fundo central de auxílio a catástrofes naturais a oito regiões afetadas por inundações: Heilongjiang, Liaoning e Jilin, no nordeste, Chongqing, Sichuan, Guizhou e Yunnan, no sudoeste, e Shaanxi, no noroeste do país.

As verbas destinam-se a operações de busca e salvamento, retirada e reinstalação de desalojados, resposta de emergência, eliminação de riscos, prevenção de desastres secundários e reparação de habitações danificadas.

Por sua vez, as autoridades japonesas emitiram hoje uma ordem de evacuação para mais de 5.000 pessoas na prefeitura meridional de Kagoshima perante o avanço do tufão Dolphin.

O fenómeno obrigou também ao cancelamento de centenas de voos no sul do país, na sua passagem em direção ao mar da China Oriental.

O tufão já provocou ventos de até 216 quilómetros por hora, segundo indicou hoje a Agência Meteorológica do Japão (JMA), que descreveu a tempestade como grande e forte.

Prevê-se que os efeitos do vento e da chuva persistam durante o fim de semana, motivo pelo qual as autoridades pediram à população que extreme as precauções.

Perante esta situação, as principais companhias aéreas nipónicas decidiram cancelar todos os voos programados com origem ou destino na prefeitura de Okinawa durante a jornada de sexta-feira, quando se espera que cruze estas ilhas.

Assim, o total de voos cancelados até domingo será de mais de 600, a maioria deles da Japan Airlines (JAL) e da All Nippon Airways (ANA), afetando 86.400 pessoas, segundo avança o jornal local Okinawa Times.