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Cooperação com China e FAO beneficia 4.500 pessoas e reduz perdas agrícolas em Cabo Verde

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Foto Shutterstock

Um projeto de cooperação entre Cabo Verde, China e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) beneficiou cerca de 4.500 pessoas entre 2023 e 2026 no arquipélago, ao melhorar as práticas agrícolas e reduzir as perdas causadas por pragas.

"Com um investimento de cerca de 1,8 milhões de dólares [aproximadamente 1,65 milhões de euros], financiado pela China", o projeto beneficiou "cerca de 4.500 pessoas, entre agricultores, criadores, técnicos, investigadores, estudantes e comunidades locais", anunciou a ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Eveline Ramos.

Implementado entre 2023 e 2026 nas ilhas de Santo Antão e Santiago, o projeto em parceria com a China e a FAO, incidiu na horticultura, proteção das plantas, pecuária e aquacultura de algas marinhas, através da introdução de novas tecnologias, da formação de técnicos e produtores e do desenvolvimento de soluções adaptadas à realidade cabo-verdiana.

Segundo os resultados apresentados hoje, o projeto permitiu melhorar as práticas agrícolas, reduzir as perdas causadas por pragas e doenças, reforçar a gestão sustentável dos solos e da água e fortalecer a vigilância epidemiológica na saúde animal.

Na intervenção na sessão, Eveline Ramos afirmou que o encontro permitiu fazer o balanço de três anos de trabalho conjunto e refletir sobre a continuidade da cooperação para gerar benefícios para agricultores, criadores, pescadores e comunidades cabo-verdianas.

A governante destacou também a participação de mulheres e jovens nas ações de formação, considerando que a inclusão e a renovação geracional são determinantes para o desenvolvimento sustentável da agricultura no país.

No ano em que Cabo Verde e a China assinalam 50 anos de relações diplomáticas, Eveline Ramos considerou que o projeto representa "o verdadeiro espírito da Cooperação Sul-Sul", assente na partilha de conhecimentos, na confiança mútua e em soluções adaptadas às realidades dos países em desenvolvimento.

A ministra reafirmou ainda o compromisso do Governo em consolidar os resultados alcançados e apoiar uma nova fase da parceria para alargar os seus benefícios e contribuir para uma agricultura mais resiliente, inovadora e sustentável.