China emite alertas máximos devido à chuva intensa no centro e sul do país
Várias regiões do centro e sul da China ativaram hoje alertas vermelhos devido à chuva, o nível máximo do sistema chinês de avisos, perante precipitações intensas que elevaram o risco de cheias, inundações e desastres geológicos.
Na cidade de Yichang, na província central de Hubei, a estação meteorológica local elevou hoje para vermelho o alerta devido à chuva, após uma zona ter registado mais de 65 milímetros de precipitação numa hora, informou a televisão estatal CCTV.
As autoridades locais advertiram para um risco "extremamente elevado" de cheias repentinas em zonas montanhosas, desastres geológicos, subida do caudal dos rios e inundações.
No sul do país, a cidade de Sanya, na ilha de Hainan, emitiu igualmente um alerta vermelho, após uma área próxima de uma escola ter acumulado 130,6 milímetros de chuva em três horas.
A estação meteorológica local prevê que a instabilidade atmosférica que afeta a cidade mantenha a intensidade e provoque nova precipitação em vários distritos, com acumulados entre 50 e 100 milímetros em algumas zonas nas próximas seis horas.
As autoridades recomendaram ainda a suspensão das aulas em algumas áreas e apelaram à população para adotar medidas de precaução perante o risco de subida do caudal dos rios, cheias repentinas e deslizamentos de terras.
No município de Chongqing, no centro da China, as chuvas registadas entre terça-feira e hoje provocaram a subida do nível de cerca de 50 rios.
As cheias inundaram algumas zonas baixas junto às margens e obrigaram à retirada de emergência de residentes em áreas de risco, embora o balanço oficial não indique, para já, o número de pessoas retiradas nem registe vítimas ou desaparecidos.
Nos últimos dias, as chuvas no centro da China obrigaram à retirada preventiva de quase 400 mil pessoas apenas nas províncias de Shaanxi e Sichuan, onde as autoridades mantêm a vigilância devido ao risco de cheias, inundações repentinas em zonas montanhosas e desastres geológicos.
O agravamento das condições meteorológicas surge após vários episódios de chuva extrema registados em julho, incluindo as inundações associadas ao tufão Maysak na região de Guangxi, no sul do país, que provocaram pelo menos 39 mortos, bem como vários deslizamentos de terras e cheias no centro da China que causaram dezenas de mortos e desaparecidos.
O ministério dos Recursos Naturais anunciou recentemente um plano para reforçar, entre 2026 e 2030, a prevenção de desastres geológicos, advertindo que as alterações climáticas estão a aumentar o risco de fenómenos súbitos e em cadeia provocados por chuvas extremas fora das zonas tradicionalmente consideradas mais vulneráveis.