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Madeira

Chega acusa SESARAM de impedir fiscalização ao piso 0 do Hospital Dr. João de Almada

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Foto DR/Chega Madeira

O Chega/Madeira acusou hoje o SESARAM e o Governo Regional de impedirem os deputados de exercerem a sua função de fiscalização, depois de ter sido recusado o acesso do partido ao piso 0 do Hospital Dr. João de Almada, onde estão internados doentes transferidos do Hospital Dr. Nélio Mendonça.

À porta da unidade hospitalar, o deputado regional Hugo Nunes afirmou que a visita tinha sido solicitada com antecedência e tinha como objectivo verificar "in loco" as condições em que se encontram os utentes e os profissionais de saúde.

Segundo o parlamentar, a recusa de acesso reforça as dúvidas levantadas pelo partido sobre o funcionamento daquele espaço. "O SESARAM sacode a água do capote e diz que está tudo bem, mas depois temos enfermeiros e auxiliares a pedir escusas de responsabilidade porque não há condições neste piso para albergar estes utentes", afirmou.

Hugo Nunes referiu ainda que, após as denúncias feitas pelo Chega, foram entretanto instalados estores e linhas telefónicas no piso, mas considera que continuam por esclarecer as restantes condições existentes. "Esta proibição vem reforçar a ideia de que algo se passa cá dentro que não estão a deixar ver", sustentou.

O deputado classificou a decisão como "grave", defendendo que os parlamentares têm o dever de fiscalizar os edifícios públicos e a forma como são prestados os serviços. "É muito grave o SESARAM e o Governo Regional negarem aos deputados a possibilidade de constatar aquilo que se passa", declarou.

Além das condições do piso, Hugo Nunes levantou preocupações relativamente à cozinha do Hospital Dr. João de Almada. Segundo disse, a equipa deveria contar com 14 trabalhadores, mas apenas 10 estarão ao serviço, apesar do reforço de cerca de 30 camas na unidade. Na sua perspectiva, esta situação traduz-se numa sobrecarga para os funcionários.

Questionado sobre a justificação apresentada pelo SESARAM, relacionada com a privacidade dos doentes, o deputado respondeu que a visita tinha sido comunicada "há cerca de uma semana e meia, duas semanas" e defendeu que "acima da privacidade está o bem-estar" dos utentes. Acrescentou que a fiscalização parlamentar pode ser realizada salvaguardando a privacidade das pessoas internadas.

Hugo Nunes reiterou que o Chega pretende apenas confirmar se os utentes e os profissionais dispõem das condições adequadas, considerando que a recusa em permitir a visita "dá força" às denúncias que o partido tem vindo a fazer sobre o funcionamento daquele piso do Hospital Dr. João de Almada.