Excedente do Estado cai para 282 ME até Julho
O Estado registou um excedente de 282 milhões de euros até julho, o que evidencia uma descida de 2.040,1 milhões de euros face a igual período de 2025, revelou a síntese de execução orçamental.
"O saldo das Administrações Públicas diminuiu 2.040,1 milhões de euros, devido, sobretudo, à redução do saldo da Administração Central (-3.500,9 milhões de euros; -2.241,2 milhões de euros, sem o efeito dos pagamentos para regularização de dívidas do SNS)", lê-se no documento hoje divulgado pela Entidade Orçamental (antiga DGO-Direção-Geral do Orçamento).
Até julho, o excedente do Estado fixou-se em 282 milhões de euros, abaixo dos 2.322 milhões de euros reportados no período homólogo.
Para esta evolução pesaram ainda os aumentos nos saldos da Segurança Social (1.200,9 milhões de euros), da Administração Local (198 milhões de euros) e da Administração Regional (62 milhões de euros).
De acordo com a síntese, os saldos global e primário da Administração Central e Segurança Social fixaram-se em, respetivamente, - 666 milhões de euros e 4.230,4 milhões de euros, o que se traduziu em reduções de 2.300 e 1.827,1 milhões de euros.
"Se ajustados dos pagamentos de regularização de dívidas pelo SNS, os saldos global e primário cifraram-se em 593,7 milhões de euros e 5490,1 milhões de euros, respetivamente, que correspondem a diminuições de 1.040,3 milhões de euros e 567,4 milhões de euros", precisou.
A evolução do saldo global teve em conta um crescimento da despesa (8,7%) superior ao da receita (6,9%).
Por sua vez, o saldo global das Administrações Regional e Local (ARL) cresceu 259,9 milhões de euros para 947,7 milhões de euros.
Na Administração Regional, o saldo situou-se em 6,2 milhões de euros, um acréscimo de 62 milhões de euros em comparação com o período homólogo.
Já na Administração Local o saldo foi de 941,5 milhões de euros, mais 198 milhões de euros face ao mesmo período de 2025.
Até julho, a despesa consolidada e primária das Administrações Públicas teve um agravamento de 10,6%.
Sem os pagamentos para regularização de dívidas do SNS e da despesa efetiva no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a despesa cresceu 7,6% e a despesa primária 7,4%.