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Resgate de turista exigiu 20 horas e 48 operacionais

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Cidadão cazaque foi retirado de helicóptero de uma zona de acesso extremo no Curral das Freiras. Apesar da dimensão da operação, sofreu apenas escoriações ligeiras

Agora que terminou bem, já se sabe um pouco mais desta aventura e deste regaste que durou 20 horas de operação, 48 profissionais, 11 meios terrestres e o helicóptero da Protecção Civil foram necessários para resgatar o turista cazaque que sofreu uma queda na vereda do Pico Furão, na Fajã dos Cortes, Curral das Freiras. Apesar da complexidade e da dimensão do dispositivo, o homem, de 33 anos, escapou apenas com ligeiras escoriações.

A vítima foi retirada de helicóptero cerca das 10h20 desta sexta-feira e transportada para uma unidade hospitalar, onde seria submetida a exames de diagnóstico. Durante todo o período em que permaneceu na serra esteve consciente e orientada, sem sinais aparentes de lesões graves.

“Estamos a falar de uma intervenção de alto nível de complexidade, com cerca de 20 horas, em que, pela dificuldade de acesso e pelas condições do terreno, era muito difícil garantir uma progressão rápida”, explicou Valter Ferreira, adjunto do Comando do Serviço Regional de Protecção Civil.

O acidente não terá resultado de uma queda a pique. O turista sofreu um pequeno deslizamento que, contudo, o colocou numa zona de acesso extremamente difícil, obrigando à mobilização de equipas especializadas em resgate em montanha e salvamento em grande ângulo.

O alerta foi recebido pelo Centro Regional de Operações de Socorro. Desde a chamada inicial e da partilha das coordenadas, as autoridades mantiveram contacto permanente com o cidadão cazaque, primeiro através do telemóvel e, durante a noite, também com o apoio de um ‘drone’.

Ainda durante o dia de ontem foi efectuada uma primeira tentativa de resgate com recurso ao helicóptero. A operação teve, porém, de ser interrompida devido ao vento, que não oferecia condições de segurança para a aproximação e retirada da vítima.

O dispositivo foi então reforçado para prosseguir durante a noite. Ao todo, estiveram envolvidos 48 profissionais e 11 meios terrestres, além do meio aéreo da Protecção Civil. Foi igualmente activada uma equipa médica para prestar assistência caso o estado do turista se agravasse.

Os operacionais conseguiram chegar junto da vítima durante a madrugada. Embora o homem estivesse estável, a retirada por via terrestre foi afastada devido ao risco do percurso. A solução passou por estabilizá-lo com técnicas de salvamento em grande ângulo e reposicioná-lo numa zona mais favorável a uma nova intervenção do helicóptero.

A operação aérea foi retomada ao início da manhã e concluída cerca das 10h20. O turista apresentava escoriações provocadas pela queda, mas manteve-se sempre consciente, orientado e em contacto com as equipas.

Valter Ferreira destacou a competência e o compromisso dos profissionais envolvidos numa missão em que a dificuldade não esteve na gravidade clínica da vítima, mas na localização onde esta ficou retida. Foram precisas cerca de 20 horas para vencer o terreno, o vento e o risco da progressão e retirar, em segurança, um homem que acabou por escapar sem ferimentos aparentemente graves.

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