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Chega propõe criação do Museu Nacional dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa

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O grupo parlamentar do Chega na Assembleia da República deu entrada de um projecto que recomenda ao governo a criação do Museu Nacional dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa, dedicado a "preservar, estudar e divulgar" o que o partido diz ser "uma das páginas mais determinantes da História de Portugal".

A iniciativa parte da constatação de que Portugal, apesar da sua extraordinária projecção marítima e do vasto património associado aos Descobrimentos, continua sem possuir um museu nacional capaz de explicar, de forma integrada, a expansão portuguesa e o seu impacto mundial.

Através de comunicado à imprensa, Francisco Gomes, deputado madeirense eleito pelo Chega, explica que o futuro museu deverá abordar áreas como a náutica, construção naval, cartografia, astronomia e ciência, bem como as rotas comerciais, a diplomacia, a evangelização, os contactos entre povos e a expansão da língua portuguesa.

Portugal mudou a História do mundo, atravessou oceanos, ligou continentes e construiu uma herança cultural e linguística global. Por isso, é incompreensível que ainda não exista no nosso país um grande museu nacional capaz de contar esta epopeia com a dimensão que merece. Francisco Gomes, deputado madeirense eleito pelo Chega na Assembleia da República

Segundo o parlamentar, o projecto também recomenda que o equipamento tenha estatuto de museu nacional e prevê ainda um levantamento do património arqueológico náutico e subaquático à guarda do Estado. O eixo Belém-Ajuda, em Lisboa, é identificado como uma localização com condições privilegiadas, embora a decisão final deva resultar dos necessários estudos técnicos.

Temos património extraordinário, milhões de visitantes e uma história sem paralelo. O que não podemos ter é vergonha da nossa própria História. Nunca! Portugal precisa de assumir, preservar e transmitir às novas gerações aquilo que os portugueses fizeram e o impacto que tiveram no mundo. Francisco Gomes, deputado madeirense eleito pelo Chega na Assembleia da República

O Chega defende igualmente que o programa científico e museográfico seja desenvolvido "com rigor histórico e investigação científica, evitando interpretações condicionadas por agendas ideológicas contemporâneas".

Os Descobrimentos devem ser estudados com rigor, sem complexos e sem tentativas de reescrever o passado segundo as conveniências ideológicas do presente. Uma nação que deixa de conhecer e respeitar a sua História começa também a perder a sua identidade - e, isso, não vamos permitir! Francisco Gomes, deputado madeirense eleito pelo Chega na Assembleia da República