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Madeira

ADN-Madeira pede mais transparência e dados periódicos sobre denúncias de maus-tratos a animais

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O ADN-Madeira, através de Carolina Martins, médica veterinária e membro da coordenação do partido, propôs a divulgação periódica de dados agregados sobre as denúncias de maus-tratos, abandono e bem-estar animal na Região. A iniciativa surge após ser noticiado que, em 2026, a PSP e a GNR receberam apenas 14 queixas, um número que o partido considera não refletir a real dimensão do problema, uma vez que as denúncias entram por diversos canais e nem todas configuram crime.

Como exemplo, o ADN recorda os dados de 2025 da Provedoria do Animal, que recebeu 41 queixas: 16 foram encaminhadas para as forças policiais, 17 resultaram na melhoria das condições dos animais e oito ficaram em tramitação. Para o partido, estes números demonstram que nem todos os casos chegam às autoridades policiais, existindo situações que exigem respostas veterinárias, municipais ou administrativas.

O caso do cão 'Júnior', agredido no Caniçal e resgatado numa ação conjunta entre PSP, Abrigo Municipal de Machico e a Associação Ajuda a Alimentar Cães, é apontado pelo ADN como prova de que a denúncia e a articulação entre entidades funcionam e salvam vidas.

Para além de defender a divulgação pública e regular do percurso dos processos, respeitando o segredo de justiça, o ADN Madeira sugere ainda a criação de informação simples e acessível para que os cidadãos saibam exatamente onde denunciar e qual o seguimento dado a cada situação.