ADN-Madeira exige controlo efectivo e fiscalização do limite de 3 mil visitas diárias no Fanal
O ADN-Madeira, através de Eduardo Quintal, veio este sábado denunciar a elevada concentração de visitantes e viaturas no Fanal, alertando que a afluência terá ultrapassado a capacidade máxima de 3.000 visitas diárias definida para aquela área da floresta Laurissilva, classificada como Património Mundial pela UNESCO.
Perante as denúncias de operadores turísticos e os registos visuais recebidos, o partido exige que o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) divulgue os números oficiais de afluência e explique o dispositivo de fiscalização efectivamente presente no terreno, sublinhando que "A existência de um limite só tem utilidade se houver mecanismos que permitam controlá-lo."
O ADN-Madeira defende a necessidade de monitorizar não apenas o total diário de entradas, mas também os períodos de maior afluência e a capacidade dos estacionamentos, acusando a tutela de ineficácia na gestão da carga turística. Na sua perspectiva, "para o ADN-Madeira, definir limites sem os controlar, colocar sinalização sem fiscalização ou anunciar intervenções sem execução não protege o património". O partido pede ainda transparência nos critérios de autorização para eventos privados no local e esclarecimentos sobre os meios afetos à Polícia Florestal e aos Vigilantes da Natureza.
Ao abordar a pressão sobre o ecossistema, o ADN-Madeira desresponsabiliza os visitantes e os agentes económicos locais, notando que "o ADN-Madeira não considera os turistas nem os profissionais do sector turístico responsáveis pelo problema. A maioria de quem visita o Fanal pretende conhecer e apreciar um património natural extraordinário".
Para a organização política, a resolução da saturação depende de um ordenamento público rigoroso, salientando que "cabe às entidades públicas organizar os fluxos, definir regras claras e garantir que a utilização do espaço permanece compatível com a capacidade do ecossistema".
Na conclusão da sua tomada de posição, o ADN reforça a importância de conciliar o desenvolvimento do sector com a protecção ambiental, lembrando que "a Madeira não tem de escolher entre turismo e ambiente. Tem de garantir que a atividade turística é compatível com a conservação daquilo que torna a Região única" e rematando que "o Fanal deve continuar a ser vivido e admirado, mas tem de ser preservado".