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Madeira

ADN-Madeira reforça estrutura com liderança bicéfala

Maíza Fernandes, ex-vice-presidente do Chega, junta-se a Miguel Pita na coordenação regional do partido

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A Aliança Democrática Nacional (ADN) passa a ter uma liderança bicéfala na Madeira, com Maíza Fernandes e Miguel Pita a assumirem a coordenação regional do partido. A nova estrutura foi apresentada, esta quarta-feira, numa conferência de imprensa que marcou também a entrada da antiga dirigente e deputada do Chega no ADN.

Bruno Fialho, líder nacional do partido, explicou que a mudança resulta do crescimento da estrutura regional e não representa a saída de Miguel Pita. "O que vai acontecer é uma coordenação bicéfala que vai ser liderada pelo Miguel Pita, que continuará a ser também um dos líderes, e pela Maíza, que entra agora na equipa e que também irá liderar o ADN-Madeira", afirmou.

O dirigente destacou o percurso político de Maíza Fernandes, considerando-a "uma excelente deputada" e "talvez a deputada de todos os partidos que mais trabalho apresentou, mais trabalho fez" na Assembleia Legislativa da Madeira.

Tal como o DIÁRIO noticia hoje na sua edição impressa, a entrada de Maíza Fernandes no ADN acontece depois de cerca de dois anos afastada da política partidária, na sequência da sua saída do Chega. A antiga deputada e vice-presidente da estrutura regional do partido de extrema-direita explicou que a decisão de abandonar o Chega esteve relacionada com uma divergência entre aquilo que defendia e aquilo que considerava ser praticado internamente. "Acho que dentro de um partido o que se prega para fora é o que tem que ser feito dentro do mesmo e, basicamente, foi por isso que saí", afirmou.

"Recebi a proposta do ADN, que achei interessante, e que me fez ver que podemos fazer mais pela Madeira e pelos porto-santenses, então resolvi aceitar", explicou.

Na sua primeira intervenção enquanto responsável pela nova estrutura regional, Maíza Fernandes afirmou que pretende "servir, trabalhar e construir", defendendo uma intervenção política baseada na proximidade, no rigor e na apresentação de soluções concretas. "Para mim, a política só faz sentido quando é capaz de ouvir as pessoas, compreender os problemas, fiscalizar quem decide e apresentar soluções concretas", sublinhou.

A nova dirigente defendeu ainda que "a Madeira e o Porto Santo têm uma realidade própria" e que a autonomia "exige voz", mas também "responsabilidade, transparência e capacidade de apresentar alternativas".

Miguel Pita, que se mantém na liderança regional, garantiu que a nova estrutura funcionará numa lógica de equipa. "Não há o 'eu', somos uma equipa e é assim que vamos trabalhar aqui na Madeira”, afirmou.

O ADN aponta como objectivo a eleição de um deputado pela Madeira. Bruno Fialho considera que a entrada de Maíza Fernandes representa uma mais-valia nesse caminho. "Não valorizamos nomes, não valorizamos estatuto, não valorizamos egos. Valorizamos as pessoas que trabalham", concluiu.