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Inglaterra e País de Gales registam seca sem precedentes em quase dois séculos

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Inglaterra e País de Gales registaram este ano o julho mais seco desde o início dos registos, em 1836, com várias vagas de calor e uma precipitação praticamente inexistente, indicaram dados oficiais hoje divulgados pela agência meteorológica britânica.

Num comunicado, o serviço meteorológico britânico Met Office acrescentou que, segundo os dados provisórios, além do julho mais seco dos últimos 190 anos, Inglaterra e País de Gales registaram também "o mês mais soalheiro da sua história".

"A combinação de uma seca recorde, calor excecional e um número sem precedentes de horas de sol fez deste um dos meses de verão mais marcantes dos nossos registos históricos", afirmou Amy Doherty, responsável científica do Met Office, citada no comunicado.

Ao todo, caíram 6,5 milímetros de chuva em Inglaterra durante o mês de julho, o equivalente a apenas 10% da média sazonal, e 9,3 milímetros no País de Gales, correspondentes a 9% da média.

No sul de Inglaterra, julho foi também o mês mais seco de sempre, considerando todos os meses desde 1836, com apenas 1,9 milímetros de precipitação, o equivalente a 3% da média.

Desde o início do ano, quatro meses registaram precipitação acima da média (janeiro, fevereiro, março e junho), enquanto três ficaram abaixo da média (abril, maio e agora julho), acrescentou a mesma fonte.

No conjunto do Reino Unido, que inclui também a Escócia e a Irlanda do Norte, este foi o segundo mês de julho mais quente desde o início dos registos.

No domingo, a Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA) colocou várias regiões de Inglaterra, incluindo Londres e o sudeste do país, sob aviso laranja devido a uma vaga de calor até quarta-feira.

Trata-se do segundo nível de alerta mais elevado, abaixo apenas do nível vermelho.

Segundo as previsões do Met Office, as temperaturas poderão atingir os 31 graus Celsius durante a tarde de hoje, antes de descerem para valores inferiores a 30 graus até quarta-feira.

As vagas de calor recorde registadas em maio e junho provocaram um excesso de mortalidade estimado em 2.877 mortes em Inglaterra, segundo dados da UKHSA divulgados na semana passada.