Incumprimento dos horários da CAM penaliza passageiros

Venho, por este meio, manifestar a minha profunda indignação perante o reiterado incumprimento dos horários da carreira 553 da CAM, com partida dos Moinhos às 07h40, via Garajau, com destino ao Funchal.

Nos dias 27 e 28 de julho, a carreira 553, com partida dos Moinhos às 07h40, apenas passou pelo Livramento (Garajau) por volta das 08h25, registando atrasos significativos e completamente incompatíveis com um serviço de transporte público que deveria pautar-se pela pontualidade e fiabilidade.

A situação agravou-se no dia 29 de julho, quando a carreira 553, com partida dos Moinhos às 07h40, simplesmente não foi realizada, sem qualquer aviso ou explicação aos passageiros. Perante esta falha, dezenas de utentes foram obrigados a recorrer à carreira 555, com partida da Ponta da Oliveira às 08h10, com destino ao Funchal, que seguia completamente sobrelotada. A lotação era tal que vários passageiros ficaram impedidos de entrar no autocarro, sendo deixados nas paragens ao longo do percurso. Para além do enorme transtorno causado, esta realidade coloca seriamente em causa a segurança e a dignidade de quem depende diariamente dos transportes públicos.

Importa salientar que estes episódios ocorreram durante o período de férias escolares, quando a procura é, normalmente, inferior. É fácil imaginar o caos que se verificaria em período letivo, com centenas de estudantes a utilizarem estas carreiras. Se já agora a oferta é manifestamente insuficiente, em tempo de aulas a situação seria simplesmente insustentável.

É inadmissível que um serviço público essencial continue a falhar desta forma, sem prestar qualquer informação aos utentes e sem demonstrar capacidade para responder às necessidades da população. Quem utiliza os transportes públicos fá-lo, muitas vezes, por não ter alternativa. Não pode continuar a ser tratado com esta falta de respeito, sofrendo atrasos para o trabalho, consultas médicas, compromissos pessoais e vendo comprometida a sua segurança devido à sobrelotação.

Os passageiros não pedem privilégios. Exigem apenas aquilo a que têm direito: horários cumpridos, informação quando ocorrem imprevistos e um serviço de transporte público seguro, digno e fiável.

Espero que esta denúncia sirva para sensibilizar a CAM e as entidades competentes para a urgência de corrigirem estas falhas, antes que ocorram situações ainda mais graves.

Roberto Freitas