PS denuncia corte no apoio técnico à elaboração de pequenos projectos agrícolas
A presidente do PS-Madeira denunciou, esta segunda-feira, em nota enviada, que o Governo Regional deixou de dar apoio técnico aos agricultores na elaboração dos pequenos projectos no âmbito das candidaturas ao Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC).
Numa conferência de imprensa realizada em Santana, onde ouviu as preocupações da população local, Célia Pessegueiro apontou o facto de os apoios do PEPAC virem com dois anos de atraso e criticou o facto de os agricultores com projectos até 20 mil euros, que antes tinham apoio técnico para a sua elaboração, terem agora de recorrer a empresas certificadas para esse efeito, com os custos a isso associados.
A líder socialista alertou que este é um problema que está a afectar muitos agricultores, até porque, adiantou, a agricultura regional é caraterizada pelas pequenas parcelas, o que leva a que, consequentemente, os projetos sejam também pequenos.
Célia Pessegueiro chamou a atenção para as consequências da retirada deste apoio técnico em concelhos como o de Santana, com um forte contributo para a produção agrícola que abastece o mercado regional.
Como afirmou a presidente do PS-M, este momento de incerteza vivido pelos agricultores não se coaduna com a “boa disposição e a alegria” com que o Governo Regional anuncia milhões de euros para a agricultura e que depois demoram muito a chegar aos destinatários. “Neste momento, os agricultores levam ainda mais uma ‘dentada’, porque são-lhes retirados apoios que antes eram dados pelo Governo Regional, pelos quais agora terão de pagar”, criticou.
Para a líder dos socialistas, este retrocesso é mais um desincentivo a somar a outras medidas penalizadoras dos agricultores que o Executivo madeirense tem vindo a tomar, entre as quais a retirada dos técnicos que anteriormente estavam adstritos a cada concelho e que davam apoio direto aos produtores no terreno.
No que diz directamente respeito ao município de Santana, Célia Pessegueiro aproveitou ainda para criticar a postura do Governo Regional, sobre o facto de realizar "sucessivos anúncios de obras que são consecutivamente adiadas", apontando como exemplos a transformação da escola de São Jorge em lar para idosos e o nó do Cortado. “A atitude, seja do PSD, seja do CDS (partidos que estão juntos no Governo Regional) com o concelho de Santana é a de prometer, mas adiar constantemente”, lamentou.