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Madeira

Há 26 anos, DIÁRIO noticiava um avanço que prometia revolucionar a medicina

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A 17 de Agosto de 2000, o DIÁRIO noticiava que um relatório encomendado pelo Governo britânico recomendava a autorização da utilização e clonagem de células estaminais provenientes de embriões humanos com menos de 14 dias, permitindo o desenvolvimento de tecidos como pele e outros tecidos do corpo. O documento mantinha, contudo, a proibição da manipulação genética para fins reprodutivos, deixando claro que a clonagem humana para gerar indivíduos continuava proibida.

A notícia destacava as enormes expectativas da comunidade científica em torno desta tecnologia, inspirada na clonagem da ovelha Dolly. Os investigadores britânicos acreditavam que a aplicação da clonagem terapêutica poderia revolucionar a medicina e abrir novas possibilidades para o tratamento de doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson, além de outras patologias, como a fibrose cística. O relatório considerava que os potenciais benefícios para futuras gerações de doentes justificavam a autorização da terapia e do transplante celular sob rigoroso controlo legal.

A proposta, porém, desencadeou também um intenso debate ético. Enquanto a comunidade científica acolhia favoravelmente as conclusões do estudo, vários parlamentares manifestavam apoio à futura legislação, e grupos religiosos e organizações defensoras da vida opunham-se frontalmente à utilização e clonagem de embriões humanos. O debate centrava-se, sobretudo, na questão de saber se a possibilidade de tratar doenças graves justificava a utilização de embriões humanos, considerados pelos opositores como uma forma inicial de vida humana.