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Madeira

Segundo helicóptero ainda aguarda concurso da Força Aérea

A secretária regional de Saúde e Protecção Civil corrobora a informação que o DIÁRIO avança na sua edição impressa de hoje

Micaela Freitas esteve hoje no Serviço Regional de Protecção Civil, onde procedeu à entrega de novos equipamentos a todas as corporações de bombeiros da Região. 
Micaela Freitas esteve hoje no Serviço Regional de Protecção Civil, onde procedeu à entrega de novos equipamentos a todas as corporações de bombeiros da Região. , Foto ML

Tal como o DIÁRIO noticia na sua edição impressa desta sexta-feira, o segundo meio aéreo para combate a incêndios na Madeira, cujo custo será suportado pelo Estado, continua sem data para chegada. À margem de uma visita ao Serviço Regional de Protecção Civil, onde foram entregues novos equipamentos a todas as corporações de bombeiros da Região, Micaela Freitas corroborou essa informação, dando conta de que o Governo Regional já fez a parte que lhe competia no processo, faltando, agora, que a República avance com a contratação do helicóptero.

Aos jornalistas, a secretária regional de Saúde e Protecção Civil salienta que a Região já assinou o protocolo para a disponibilização de um segundo helicóptero de combate a incêndios, mas o processo continua dependente da abertura do concurso pela Força Aérea Portuguesa. A governante assegurou, na ocasião, que o Executivo de que faz parte tem acompanhado semanalmente o andamento do processo junto das autoridades nacionais.

“O segundo helicóptero, como já é público, a Região Autónoma da Madeira já assinou o protocolo. Neste momento o concurso terá de ser despoletado pela Força Aérea Portuguesa, que era o que estava definido”, afirmou a governante.

Questionada sobre a pertinência da vinda deste meio aéreo nesta altura, quando já estamos a meio do mês de Agosto, Micaela Freitas sublinhou que a sua presença continua a ser relevante, lembrando que o período de Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) só termina a 30 de Novembro.

A secretária regional recusou, contudo, apontar responsabilidades concretas pelo atraso na abertura do concurso, remetendo essa competência para o Governo da República. “O Governo Regional já assinou o protocolo, tem estado sempre em contacto com o Governo da República para acompanhar o andamento dos trabalhos. Agora, nós não podemos fazer o trabalho que não compete ao Governo Regional”, explicou.

Micaela Freitas confirmou que o Executivo madeirense tem questionado regularmente as autoridades nacionais sobre o processo. “Todas as semanas falamos com os nossos homólogos a nível nacional”, disse, acrescentando que a informação transmitida à Região é de que “o processo está a avançar”.