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RTVE e Efe expulsas de Marrocos defendem liberdade de informação e Espanha procura solução

Foto JALAL MORCHIDI/EPA
Foto JALAL MORCHIDI/EPA

Os media espanhóis RTVE e Efe defenderam hoje o direito à liberdade de informação, depois de Marrocos ter obrigado os seus jornalistas a abandonar a cidade de Castillejos, procurando agora o Governo espanhol encontrar uma solução.

Fontes do Governo, que já defendeu que a liberdade de imprensa deve acontecer "em todos os momentos e em todas as partes do mundo", asseguraram que a embaixada espanhola em Rabat está em contacto permanente com os jornalistas expulsos e com as autoridades marroquinas e que procura uma solução.

Também a Efe como a RTVE defenderam o direito à liberdade de informação no exercício do jornalismo na cobertura em Marrocos, depois de as autoridades locais terem ordenado às equipas de reportagem enviadas para Castillejos para cobrir a crise migratória que abandonassem a cidade - situada perto de Ceuta - sem qualquer explicação ou justificação.

O representante do Ministério do Interior de Marrocos terá apenas dito que estava a "seguir instruções".

Miguel Ángel Oliver, presidente da Efe, instou as autoridades marroquinas a respeitarem o trabalho livre, "responsável e rigoroso" dos jornalistas que cobrem os acontecimentos deste fim de semana na cidade de Castillejos.

"O exercício responsável e rigoroso do jornalismo é a nossa marca, defendemos isso em Espanha, em todo o mundo e sem dúvida em Marrocos, onde uma importante delegação da Efe trabalha há sessenta anos", salientou Miguel Ángel Oliver.

Por outro lado, o presidente da RTVE, José Pablo López, exigiu "as plenas garantias e o máximo respeito" por parte das autoridades marroquinas, para que os jornalistas possam realizar o seu trabalho livremente em qualquer ponto da região fronteiriça.

"A expulsão dos nossos profissionais da cidade de Castillejos representa um obstáculo muito grave à liberdade de imprensa e ao direito à informação", reforçou José Pablo López, citado num comunicado.

 Cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola de Ceuta, situada no norte de África, em 24 horas no início de agosto e 70.000 já voltaram a Marrocos, segundo dados atualizados pelas autoridades de Espanha.

Pelo menos 82 pessoas morreram a tentar chegar a Ceuta a nado.

Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.