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Madeira

Vereador reclama paternidade da solução habitacional para o Amparo

Luís Filipe Santos afirma que a reserva de 29 mil metros quadrados para habitação a custos controlados resulta de uma proposta que diz defender há cerca de um ano e pede quota para jovens do Funchal

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O vereador independente na Câmara Municipal do Funchal (CMF), Luís Filipe Santos, reivindicou hoje a autoria da proposta que prevê a utilização de cerca de 29 mil metros quadrados de terreno na zona do Amparo para a construção de habitação a custos controlados.

Em comunicado, o autarca saúda a decisão anunciada pelo Governo Regional, mas sustenta que a solução agora adoptada corresponde a uma ideia que afirma ter vindo a defender publicamente ao longo do último ano.

“Esta ideia começou comigo e tenho vindo a defendê-la há quase um ano. Desde o início que tenho chamado a atenção para a necessidade de aproveitar esta área do Amparo para criar uma resposta concreta ao problema da habitação no Funchal”, refere.

Luís Filipe Santos considera que a reserva de terreno representa “um passo muito positivo para o Funchal”, acrescentando que a decisão demonstra a importância de aproveitar aquela área para responder às necessidades habitacionais da população.

“É importante deixar claro que esta proposta não surgiu agora. Foi uma ideia que apresentei e defendi há quase um ano. Fico satisfeito por ver que aquilo que tenho vindo a reivindicar começa agora a concretizar-se”, afirma.

No mesmo comunicado, o vereador defende que a futura operação habitacional deve contemplar uma quota específica para jovens do concelho do Funchal.

“Agora que existe esta reserva para habitação a custos controlados, considero fundamental que seja definida uma quota destinada aos jovens da cidade do Funchal. Não basta criar habitação acessível; é preciso garantir que os jovens funchalenses também têm oportunidade de aceder a estas soluções”, sustenta.

Segundo Luís Filipe Santos, muitos jovens enfrentam actualmente "enormes dificuldades no acesso à habitação devido aos preços praticados no mercado e à escassez de alternativas acessíveis".

“Se queremos que os nossos jovens possam continuar a viver, trabalhar e constituir família no Funchal, temos de lhes dar condições para isso”, vinca.

O vereador independente defende, por isso, a definição de critérios específicos que assegurem o acesso de jovens funchalenses às futuras habitações a custos controlados, afirmando que continuará a acompanhar o desenvolvimento do processo.