Custo do trabalho na Madeira aumenta 5,6% no 2.º trimestre de 2026
O Índice de Custo do Trabalho (ICT) na Região Autónoma da Madeira aumentou 5,6% no 2.º trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo os dados divulgados hoje pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM).
A variação, ajustada de dias úteis, resultou de aumentos idênticos nas duas principais componentes do índice. Os custos salariais, calculados por hora efectivamente trabalhada, cresceram 5,6%, enquanto os outros custos, de natureza não salarial, registaram também uma subida de 5,6%.
Nos custos salariais estão incluídos o salário base, prémios e subsídios regulares e irregulares, incluindo os subsídios de férias e de Natal, pagamentos por trabalho extraordinário e pagamentos em géneros.
Já os outros custos abrangem, entre outros, indemnizações por despedimento, contribuições patronais para a Segurança Social, seguros de acidentes de trabalho e doenças profissionais, seguros de saúde e de vida, prestações complementares de reforma ou invalidez e prestações sociais pagas directamente aos trabalhadores em caso de ausência por doença.
A evolução do índice na Madeira resultou do aumento dos custos médios por trabalhador conjugado com uma redução do número de horas efectivamente trabalhadas por trabalhador.
A nível nacional, o Índice de Custo do Trabalho aumentou 5,4% em termos homólogos no segundo trimestre. Os custos salariais cresceram também 5,4%, enquanto os outros custos aumentaram 5,2%.
Assim, o crescimento do custo do trabalho na Madeira ficou 0,2 pontos percentuais acima da média nacional no 2.º trimestre de 2026.