IL defende medidas para fixar jovens na Madeira
A Iniciativa Liberal (IL) assinalou o Dia Internacional da Juventude com um apelo à criação de condições que permitam aos jovens permanecer na Madeira, defendendo mudanças nas áreas da habitação, emprego, fiscalidade e crescimento económico.
Em comunicado, o partido alerta para a perda de população jovem na Região e para as dificuldades de acesso à habitação e ao emprego qualificado. A IL refere que, "em 2025, a população com menos de 15 anos representava apenas 11,7% da população residente, num total de 31.261 jovens" e que "existiam cerca de 6.000 jovens entre os 16 e os 34 anos que não estavam empregados, a estudar ou em formação".
Neste contexto, Gonçalo Maia Camelo considera que a Madeira não deve resignar-se a ser uma região onde os jovens são obrigados a sair para encontrar melhores condições de vida. “Queremos que um jovem possa olhar para a Madeira e encontrar aqui as mesmas oportunidades que encontraria no Continente ou noutra região da Europa”, afirma o deputado citado na mesma nota.
A habitação surge também como uma das principais preocupações apontadas pelo partido. A IL refere que "o preço médio dos imóveis para venda atingiu 3.762 euros por metro quadrado em Julho de 2026, enquanto o arrendamento se situou nos 16,2 euros por metro quadrado".
Os liberais defendem ainda uma redução da carga fiscal, maior investimento privado, menos burocracia e uma economia capaz de gerar empregos qualificados e salários mais elevados. O partido manifesta também preocupação com a sustentabilidade futura do sistema de pensões e com a emigração jovem.
Para a IL, o Dia Internacional da Juventude deve servir para discutir políticas que permitam inverter estas tendências e criar condições para que os jovens possam construir o seu projecto de vida na Madeira.
"Queremos uma Madeira onde o sucesso dependa mais do mérito e menos do amiguismo; onde seja mais fácil empreender do que pedir autorização; onde o Estado seja menos omnipresente e a sociedade civil tenha mais espaço para criar. Temos talento, capacidade, uma localização privilegiada e pessoas com vontade de criar, investir e trabalhar. O que falta é um modelo político e económico que não coloque obstáculos constantemente à frente”, conclui Gonçalo Maia Camelo.