Assuntos diversos

Nas cartas do leitor do DN de 25 de julho de 2026, o Senhor Dr. João Abel de Freitas, digníssimo ilustre madeirense, ilucidou melhor a carta que escrevi para o Diário de Notícias; todavia, o que não posso aceitar, é que todo o cidadão madeirense, esteja a pagar o imposto do IVA a mais, pelo facto do Dr. Alberto João Jardim, quando era Presidente do Governo da Região Autónoma da Madeira, ter-nos deixado uma dívida fabulosa; e que sejam todos os cidadãos, quer sejam ricos, quer sejam pobres ou miseráveis, a pagarem a mais, o Imposto de Valor Acrescentado = IVA.

O que causa a grave situação económica, foi a má aplicação do capital monetário. Tendo sido gasto nos milhares de toneladas de cimento, em toda a orla costeira marítima, e também, e nos milhões de toneladas de asfalto em quase todas as estradas da nossa Ilha da Madeira; as importações de milhares de árvores de várias espécies; nos milhares de toneladas de pedras que não existiam no nosso Arquipélago; destruíndo as fábricas de bordados, pelo facto de não lhes terem dado o apoio que necessitavam, e, também, a indústria de obras de vimes, que estas davam trabalham a milhares de madeirenses, de ambos os sexos, e de várias especialidades.

No DN de 26 do corrente mês, página 2, com o título: “Sempre a lado “dos mais pobres dos pobres”; estando a foto, do ilustre amigo ex-padre Edgar Freitas Gomes da Silva; estando nas últimas 8 linhas, o seguinte: “Uma autonomia passimétrica, socialmente injusta, é o grande problema que persiste. O que está em causa não é a autonomia em si mesma, como conquista dos direitos do povo desta terra, o que está em causa é como é utilizada e instrumentalizada”.

O meu caro amigo Edgar Freitas Gomes da Silva, sempre foi um grande defensor da classe pobre; desde as crianças das caixinhas, até às pessoas que viviam na pobreza. A sua educação, de ser um bom cristão, levou-o a se filiar no PCP, para melhorar defender a classe mais pobre, que é a mais numerosa.

No mesmo DN, página 29, com a foto abrangendo 4 colunas, com o título: “Os vivos, os mortos, as almas e o maus olhado”, artigo da Sra. jornalista, Marta Caires; estando no fim da 1.ª e 2.ª colunas, a impressão de uma cruz de alecrim, com o seguinte texto: “Um sopro ao contrário bastava para quebrar e deixar-me os olhos rasos de água”.

Quanto aos vivos; há seres humanos de várias raças e cores diferentes, com vários conhecimentos, com vários saberes de executar nas várias áreas profissionais.

Quanto aos mortos; há nados-mortos (que nascem já mortos); as crianças que morrem de pouca idade; e de todas as idades, até mais de 100 anos.

Quanto às almas; todos os seres humanos têm alma espiritual: há pessoas de espírito sã; outras menos sã; há pessoas santas, e há pessoas diabólicas.

Quanto ao mau olhado; é uma força negativa, emitida por uma pessoa invejosa, que afeta, negativamente, o bem estar de outra pessoa.

Eu, quando era adolescente, fui afectado por uma pessoa maldosa, que me transmitiu o seu mau olhado, que no dia seguinte, eu não conseguia levantar-me da cama sem apoio. Minha mãe levou-me a uma vizinha, que curava as pessoas do mau olhado. A curandeira, disse que eu tinha 'camadão'; isto é: o resultado da inveja. Depois de curar-me com as suas orações, por 3 vezes seguidas, com uma cruz de alecrim, fez a experiência com 3 pingos de azeite na água, informando-me que já estava curado.

Para ir para a nossa residência, que ficava próximo da casa da curandeira, já não foi preciso o apoio de minha mãe, visto eu já estar curado do mau olhado. Tinha eu 13 anos.

José Fagundes