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Montenegro espera que interesses nacionais de segurança marítima sejam assegurados

Foto NECATI SAVAS/EPA
Foto NECATI SAVAS/EPA

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, realçou hoje que Portugal está numa "trajetória de cumprimento" dos objetivos assumidos na NATO, esperando que os seus interesses no âmbito da "segurança marítima" do Atlântico sejam acautelados pelos restantes aliados.

"Portugal está à altura da sua responsabilidade enquanto parceiro e, naturalmente, também espera que, no âmbito da Aliança, os nossos interesses possam ser acautelados, nomeadamente no que diz respeito à segurança marítima, que é uma área na qual temos redobrado empenho na defesa do nosso território, e também na defesa do interesse de toda a Aliança Atlântica", realçou Luís Montenegro, à chegada à cimeira da NATO, que decorre em Ancara, capital da Turquia.

O chefe do executivo salientou que esta "centralidade atlântica" é "prioritária" para Portugal.

Na opinião do primeiro-ministro, esta reunião de chefes de Estado e de Governo dará "sequência ao reforço do pilar europeu dentro da NATO e dos compromissos de investimento de todos os países da Europa, no âmbito do qual Portugal tem vindo a assumir também a sua responsabilidade".

O governante realçou que Portugal terminou o ano de 2025 cumprindo o objetivo de ter um investimento em Defesa superior a 2%, que se fixou nos 2,01%, salientando que tal só foi possível "através de um esforço adicional".

"Estamos numa trajetória de cumprimento, o que acontece pela primeira vez desde 2014. Isso significa que, a par daquilo que são as nossas missões e a integração em muitas operações no âmbito da NATO, como acontece hoje na Roménia, na Eslováquia, na Lituânia", enumerou.

"E ficamos também muito satisfeitos por esta cimeira adotar com prioridade exatamente essa mesma política", acrescentou.

Montenegro antecipou que nesta reunião de alto nível será assumida "a unidade da Aliança Atlântica e o respeito e a manutenção da prevalência do artigo 5.º enquanto elemento absolutamente crucial da solidariedade e da partilha da política de segurança e Defesa de todos os 32 Estados-membros da NATO".

Além disto, o primeiro-ministro lembrou que uma das prioridades desta cimeira é o reforço do apoio à Ucrânia, realçando a importância de materializar "no terreno todo o apoio militar, político e económico" a Kiev.