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Líder da oposição María Corina Machado agradece apoio dos EUA

Foto OSCAR GONZALEZ FUENTES / Shutterstock.com
Foto OSCAR GONZALEZ FUENTES / Shutterstock.com

A líder da oposição venezuelana e Prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, agradeceu ontem aos EUA o apoio na "defesa dos valores da liberdade" num momento crucial para o país sul-americano e para a região.

"O seu apoio tem sido uma prova de solidariedade, firmeza e defesa dos valores da liberdade num momento crucial para a Venezuela e para o nosso hemisfério", afirmou a ex-deputada numa mensagem publicada nas redes sociais, coincidindo com o 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos.

María Corina Machado reafirmou o seu compromisso de trabalhar em conjunto por um hemisfério pacífico, "onde a opressão seja coisa do passado e onde a liberdade e as oportunidades abracem todos os cidadãos".

A líder da oposição exilada expressou a sua "mais profunda gratidão" ao povo dos Estados Unidos, ao Presidente, Donald Trump, e à sua administração, às autoridades, aos militares e aos funcionários públicos, "que, com o seu empenho e liderança, fazem deste país uma grande nação".

"A Venezuela e os Estados Unidos partilham o mesmo ADN republicano. Somos aliados históricos e naturais, unidos pelas raízes profundas dos nossos valores democráticos", acrescentou.

Machado deixou a Venezuela em dezembro passado para receber a medalha do Prémio Nobel da Paz na Noruega, depois de ter passado quase um ano escondida para evitar a prisão.

As autoridades venezuelanas acusam-na de alegados crimes relacionados com terrorismo, conspiração e traição, acusações que nega.

A líder da oposição insistiu na sexta-feira que vai regressar à Venezuela e sublinhou que procura contribuir para a resposta de emergência após o duplo sismo de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala de Richter que provocaram pelo menos 2.954 mortos e 16.592 feridos.

De acordo com o The Wall Street Journal, a administração Trump pressionou Machado e impediu a sua viagem de regresso à Venezuela por temer uma crise política após os terramotos que atingiram o país.

Após os sismos de 24 de junho, Machado anunciou a sua intenção de regressar ao país e, posteriormente, denunciou que o Governo da Presidente interina, Delcy Rodríguez, tinha encerrado o espaço aéreo para impedir o seu regresso.

A ex-congressista afirmou que não solicitou proteção para regressar ao país, nem pediu qualquer tipo de segurança pessoal.