Rubina Leal enaltece o contributo dos emigrantes na abertura da maior celebração da comunidade portuguesa
A presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira participou na cerimónia de abertura da Festa do Santíssimo Sacramento, em New Bedford, organizada pelo clube madeirense, que arrancou com o hastear das bandeiras, assinalando o início oficial daquela que é considerada a maior celebração da cultura portuguesa realizada fora de Portugal.
Na sua intervenção, Rubina Leal agradeceu o trabalho dos organizadores, patrocinadores e voluntários que, ao longo de décadas, têm assegurado a continuidade desta celebração. A presidente destacou o significado particularmente simbólico da edição deste ano, que coincide com os 250 anos da independência dos Estados Unidos da América, os 110 anos do clube madeirense do Santíssimo Sacramento e os 50 anos da Autonomia da Região Autónoma da Madeira, considerando que estas efemérides reforçam os laços históricos que unem a Madeira, Portugal e a comunidade luso-americana.
A presidente afirmou que a Festa do Santíssimo Sacramento representa um testemunho da capacidade das comunidades portuguesas, e da madeirense em particular, para preservar e transmitir o seu património cultural além-fronteiras. Nesta ocasião, sublinhou ainda que a língua, a fé, os costumes e o sentimento de pertença continuam vivos graças ao empenho de sucessivas gerações de emigrantes, que souberam construir uma comunidade respeitada sem nunca perder a ligação às suas origens.
Rubina Leal prestou homenagem aos quatro fundadores da festa — Manuel Agrela, Manuel Coutinho, Manuel Sardinha Duarte e Manuel Gomes Sebastião, todos oriundos da Calheta, salientando que a visão e a determinação destes pioneiros permitiram criar uma celebração que, mais de um século depois, continua a reunir milhares de pessoas. Defendeu que honrar o legado dos “quatro Manuéis” passa por assegurar que esta tradição permaneça viva e continue a unir as novas gerações.
A encerrar a sua intervenção, a presidente da Assembleia Legislativa reafirmou que a Madeira acompanha com orgulho o percurso das suas comunidades espalhadas pelo mundo, assegurando que os madeirenses residentes no estrangeiro e os seus descendentes continuam a ser parte integrante da identidade da Região. “A Madeira nunca esquece as suas comunidades”, afirmou, deixando uma mensagem de reconhecimento pelo contributo que a diáspora continua a dar à afirmação da Madeira e de Portugal.