Dois bombeiros morrem a combater fogo na ilha grega de Creta
Dois bombeiros morreram hoje a combater um incêndio florestal na ilha grega de Creta, anunciou o serviço nacional de bombeiros, explicando que o vento está a agravar a deflagração de vários fogos em todo o país.
"Dois bombeiros perderam a vida em serviço", avançou o porta-voz adjunto do serviço de bombeiros grego.
Segundo a televisão pública ERT, os bombeiros ficaram encurralados pelas chamas dentro do camião de bombeiros, no sopé de uma montanha perto da cidade de Rethymno, no oeste da Grécia.
"O fogo está descontrolado", admitiu um responsável municipal local, acrescentando que a frente do incêndio se estende por mais de 15 quilómetros.
Cerca de 110 bombeiros, apoiados por 27 carros de bombeiros e quatro aeronaves, foram mobilizados para o local, de acordo com o serviço de bombeiros.
Impulsionados por ventos que atingem os 74 quilómetros por hora (km/h), outros incêndios atingem também as ilhas de Paros e Lesbos, bem como as regiões da Messénia e da Lacónia, na península do Peloponeso.
A situação é idêntica à da vizinha Turquia, que enfrenta hoje vários incêndios florestais, alimentados por ventos fortes, principalmente nas regiões turísticas do sul.
Um incêndio em particular, na província de Mugla, no sudoeste, mobilizou cinco aeronaves e 18 helicópteros, mais de 90 carros de bombeiros e veículos de construção, além de centenas de operacionais, informou o Ministério da Agricultura e Florestas do país.
De acordo com a imprensa, o fumo já obrigou ao corte da autoestrada que liga a cidade turística de Antalya ao centro balnear de Fethiye, no sul do país, e o acesso ao parque arqueológico de Olympos foi interditado.
A Europa tem enfrentado, este verão, uma vaga grave de incêndios florestais devido a temperaturas extremas, com destaque para a Espanha e a França, que acumulam centenas de milhares de hectares ardidos e milhares de pessoas deslocadas.
Espanha é o país mais afetado da União Europeia, com mais de 200 mil hectares ardidos, tendo as regiões de Madrid, Ávila e Toledo sofrido o maior incêndio da história recente do país, no qual dezenas de milhares de pessoas ficaram desalojadas.
Em França, a zona de Bordéus (sudoeste) tem sido severamente afetada por fogos descontrolados, que ameaçam áreas urbanas e parques de campismo e já provocaram mortos e feridos entre os operacionais que combatem as chamas.
As alterações climáticas, que causam ondas de calor precoce e seca extrema, criaram um cenário de alto risco em grande parte do continente europeu, antevendo-se um dos piores anos de sempre em termos de área ardida.