Uma em cada cinco crianças tinha obesidade em 2025
Cerca de uma em cada cinco crianças madeirenses com idades entre os 5 e os 14 anos era obesa em 2025, de acordo com os resultados do módulo das crianças do Inquérito Nacional de Saúde, divulgados esta segunda-feira pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM).
Este módulo foi realizado junto dos detentores da responsabilidade parental e teve como principal objectivo a recolha de informação sobre aspectos gerais do estado de saúde e hábitos alimentares das crianças com menos de 15 anos, contribuindo para uma caracterização mais abrangente e atualizada desta população.
Em 2025, 87,4% das crianças residentes na Região tiveram uma apreciação do seu estado de saúde, com classificação de “Muito bom” ou “Bom”, valor inferior em 4,9 pontos percentuais (p.p.) comparativamente à média nacional (92,3%).
No domínio da saúde oral, 84,1% apresentaram uma avaliação “Muito boa” ou “Boa” do estado dos dentes e gengivas, enquanto 13,5% registaram uma apreciação “Razoável”, “Má” ou “Muito má”. A nível nacional, as percentagens foram de 88,3% e 9,1%, respetivamente.
Os resultados do INS evidenciam que 20,7% das crianças residentes na RAM apresentavam problemas de saúde que afectavam a sua capacidade para realizar actividades consideradas habituais para a sua idade durante os 12 meses anteriores à entrevista. No conjunto do País, esta proporção foi de 18,9%.
"No mesmo inquérito, recolheu-se também informação sobre a altura e o peso das crianças, apurando-se o respetivo Índice de Massa Corporal (IMC) infantil, ajustado pelo sexo e pela idade, através das curvas de crescimento (z-scores) da OMS. Os resultados mostram que 54,3% das crianças dos 5 aos 14 anos tinham peso normal, enquanto 40,3% tinham excesso de peso ou obesidade, mais concretamente 20,8% com excesso de peso e 19,5% com obesidade. Isto significa que, aproximadamente em uma em cada 5 crianças era obesa. Comparativamente, a nível nacional, 35,5% das crianças deste grupo etário apresentavam excesso de peso ou obesidade, distribuindo-se por 22,6% com excesso de peso e 12,9% com obesidade", termina a DREM.