Espanha pede ajuda à União Europeia para combater incêndios
Espanha pediu hoje quatro meios aéreos para combater incêndios florestais ao mecanismo de proteção civil da União Europeia e a Grécia já disponibilizou dois aviões, revelou o Governo espanhol.
Segundo o Ministério da Administração Interna, Espanha "ativou o mecanismo europeu de proteção civil" e pediu "pelo menos quatro meios aéreos de luta contra incêndios".
A Grécia respondeu ao pedido e disponibilizou dois Canadair CL-415, disse o ministério espanhol.
Espanha junta-se assim a França, que também pediu ajuda através do mecanismo europeu de proteção civil para combater os fogos que atingem o país.
O primeiro-ministro de Espanha disse hoje que há "uma situação dramática" em várias províncias do país por causa dos fogos florestais, que levaram à declaração do estado de emergência na região de Madrid e Ávila.
Pedro Sánchez afirmou, numa publicação na rede social X, que os incêndios "estão a arrasar milhares de hectares e a afetar diversas povoações" e pediu "muita precaução" e para serem seguidas as indicações das autoridades.
O ministro espanhol da Administração Interna, Fernando Grande-Marlaska, declarou na quinta-feira à noite o estado de emergência nacional nas províncias de Madrid e Ávila.
A decisão foi tomada face às proporções dos incêndios nos municípios de Villa del Prado e San Martín de Valdeiglesias (Madrid) e Burgohondo (Ávila)", às condições meteorológicas "particularmente adversas", e à "necessidade" de mobilizar "um volume significativo de recursos" de diferentes administrações públicas.
Em declarações hoje aos jornalistas no posto de comando de combate aos incêndios na região de Madrid, o ministro Grande-Marlaska sublinhou que além destes fogos há mais nove no resto de Espanha que mobilizam meios aéreos e por isso foi ativado o mecanismo europeu de proteção civil e pedida ajuda aos parceiros da União Europeia.
"É um dia muito difícil, com uma situação muito adversa", disse o ministro, que explicou que a prioridade neste momento é impedir que os incêndios na região de Madrid e em Ávila se juntem.
O governo regional de Madrid disse hoje que às 07:00 locais (06:00 em Lisboa) "os três fogos simultâneos que afetam a região" continuavam "sem estar circunscritos nem controlados", embora os trabalhos de combate durante a noite e madrugada terem tido bons resultados.
"As condições meteorológicas, fundamentalmente o vento, complicarão os trabalhos de extinção esta sexta-feira", acrescentaram as autoridades regionais, num comunicado.
Segundo a mesma fonte, 10 mil pessoas de vários municípios retiradas de casa por precaução na quinta-feira continuam deslocadas.
"Hoje o perigo de incêndios continuará a ser muito alto ou extremo na maior parte do território apesar da descida das temperaturas", disse, por seu turno, a Agência Estatal de Meteorologia espanhola (Aemet).
Este ano já arderam perto de 130.000 hectares em Espanha, segundo o sistema europeu EFFIS.
Em 2025, arderam mais de 393.000 hectares, na maior área ardida num ano de que há registo no país.