SESARAM rejeita alegações de desinvestimento no transporte não urgente de doentes
O Serviço Regional de Saúde assegura que realiza, em média, cerca de 19.500 transportes não urgentes de doentes por mês, garantindo que tem vindo a reforçar os meios humanos, a renovar a frota e a investir na melhoria da resposta. Em causa estão as notícias avançadas esta terça-feira sobre o Serviço de Transporte Não Urgente de Doentes, onde rejeita as alegações de desinvestimento ou de intenção de desmantelamento deste serviço.
O DIÁRIO noticiou que um grupo de utentes, familiares e cidadãos indignados da Região Autónoma da Madeira (RAM) denunciou, em jeito de carta aberta, o "colapso operacional, negligência e gestão danosa", com impacto directo sobre os cidadãos "mais vulneráveis e indefesos da Região", do Serviço de Transportes Não Urgentes de Doentes do Serviço Regional de Saúde da Madeira (SESARAM, EPE).
Sandra S. Gonçalves , 21 Julho 2026 - 08:34
Também o partido Juntos Pelo Povo (JPP) referiu, em nota enviada, que esta denúncia pública confirma "tudo aquilo que o partido já tem alertado nos últimos tempos."
Sandra S. Gonçalves , 21 Julho 2026 - 13:07
Em resposta, o SESARAM esclarece que, relativamente à frota, mantém os seus meios operacionais em actividade e investe continuamente na respectiva manutenção. Nos últimos anos foram adquiridas três novas ambulâncias (duas em 2024 e uma em 2025), encontrando-se já em curso o procedimento para a aquisição de mais oito ambulâncias", esclarece através de um comunicado de imprensa.
A instituição diz que assegura, em média, cerca de 19.500 transportes de doentes não urgentes por mês, o equivalente a aproximadamente 650 transportes diários, através de meios próprios e de prestadores externos contratualizados.
Adianta ainda que estão previstas novas admissões de tripulantes de ambulância e que estão a ser analisadas soluções de mobilidade interna, com vista ao reforço da capacidade operacional das equipas.
O comunicado informa igualmente que se encontra em fase de consulta preliminar a aquisição de uma Plataforma Digital de Gestão do Transporte Não Urgente, destinada a optimizar os agendamentos, monitorizar rotas e agilizar os processos de pagamento aos prestadores externos.
No que respeita aos pedidos de transporte associados às altas hospitalares, o SESARAM garante que estes são assegurados "com a maior brevidade possível" após o respectivo registo na aplicação informática, de acordo com a disponibilidade operacional existente.
"O SESARAM rejeita qualquer alegação de desinvestimento ou intenção de desmantelamento deste serviço público. Pelo contrário, tem vindo a investir de forma contínua na valorização dos seus profissionais, na renovação da frota, na aquisição de equipamentos e na melhoria das condições de trabalho das equipas", diz ainda, acrescentando que o Serviço de Transporte Não Urgente de Doentes trata-se de uma medida de apoio social assegurada pela Região e que contribui para aliviar as famílias de um "significativo encargo financeiro e logístico."
Por fim, reconhece que podem ocorrer constrangimentos operacionais pontuais relacionados com a disponibilidade de viaturas ou tripulações, assegurando que, nessas situações, os utentes são devidamente informados e que são desenvolvidos "todos os esforços para minimizar os impactos e assegurar a continuidade da resposta assistencial."