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Madeira

Sindicatos trocam acusações sobre situação dos bombeiros de Machico

Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores volta a responsabilizar a autarquia pela situação

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Está longe de gerar consenso a situação que envolve 21 funcionários da Câmara Municipal de Machico, afectos ao Serviço Municipal de Protecção Civil que vêm desempenhado as funções de bombeiro na corporação daquele concelho. Nesse sentido, o Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS) veio, esta tarde, rejeitar as declarações proferidas pelo Sindicato Nacional de Protecção Civil (SNPC) sobre o funcionamento Bombeiros de Machico, assegurando que o serviço nocturno não sofrerá qualquer suspensão parcial.

Em comunicado, o SNBS afirma que a actual organização dos horários mantém o mesmo número de operacionais em todos os períodos do dia, contrariando a informação de que o serviço entre as 20 horas e as 8 horas da manhã ficaria parcialmente encerrado. O sindicato considera que essa alegada suspensão faz parte de uma estratégia do presidente da Câmara Municipal de Machico para criar "artificialmente uma situação de emergência", com o objectivo de influenciar a acção da Justiça.

O sindicato critica ainda o SNPC por, na sua perspectiva, demonstrar "falta de rigor e de conhecimento de causa" sobre o processo, lamentando que responsabilize o SNBS e o Tribunal pela situação.

O SNBS sustenta que cabe exclusivamente ao Município contratar os trabalhadores necessários ao funcionamento da corporação, defendendo que foi a Câmara de Machico quem optou por recrutar assistentes operacionais em vez de bombeiros sapadores, acusando ainda o Serviço Regional de Protecção Civil de ter sido "passivo" perante essa opção.

Segundo o sindicato, o SNBS foi a única estrutura a denunciar esta situação desde o início, sublinhando que continuará a defender o cumprimento da lei e a legalidade no acesso à carreira de bombeiro sapador. No comunicado, considera igualmente "surreal" que o SNPC procure responsabilizar os tribunais por fazerem cumprir a legislação em vigor, sustentando que a situação actual poderia ter sido evitada caso a autarquia tivesse seguido os alertas anteriormente emitidos pelo SNBS.