Espanhóis enchem ruas com grito de "campeones" após 106 minutos de tensão
A vitória de Espanha no Mundial2026 de futebol encheu na noite de domingo as ruas de grandes e pequenas cidades do país com gritos de "campeones", apitos de carros, aplausos, foguetes e vuvuzelas, 16 anos depois.
Ao longo da tarde, as praças e outros recintos públicos onde foram instalados ecrãs gigantes foram ficando cheios por todo o país, apesar das altas temperaturas, com dezenas de milhares de pessoas a concentrarem-se com a expectativa de verem Espanha vencer a Argentina na final do Mundial2026, que se disputou em New Jersey, Estados Unidos, e ser campeã do mundo pela segunda vez na história.
A expectativa cumpriu-se, mas foi preciso esperar 106 minutos de jogo e de muita tensão, até ao momento em que Ferran Torres marcou o único golo da final, já no prolongamento, e fez explodir de júbilo os milhares de pessoas que estavam nas ruas em Espanha.
A celebração manteve-se nas praças, esplanadas e outros recintos até ao apito final e invadiu totalmente as ruas depois de os ecrãs terem transmitido a imagem da seleção a levantar o troféu.
A festa espanhola promete ser longa nas ruas e prolongar-se durante a madrugada e todo o dia de segunda-feira, sobretudo em Madrid, onde a seleção deve aterrar ao final da manhã, vinda dos Estados Unidos.
Segundo as autoridades da cidade, a equipa deverá percorrer, a partir do final da tarde, diversas artérias da cidade até, previsivelmente, à praça Cibeles, onde haverá um palco para uma grande celebração, como aconteceu há dois anos, quando Espanha ganhou o último campeonato europeu de futebol.
Os novos campeões do mundo deverão também na segunda-feira ser recebidos pela Família Real espanhola, no Palácio da Zarzuela, e pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, na sede do Governo, antes da celebração nas ruas de Madrid.
É nas ruas da capital que esperarão a seleção Daniel e mais três amigos, um dos muitos grupos que viajaram especialmente para Madrid no domingo para verem o jogo na praça Colombo (onde estiveram 35 mil pessoas, segundo as autoridades) e, em caso de vitória, esperarem o regresso da equipa a casa.
"Se perdêssemos, voltávamos amanhã de manhã (hoje) a Granada [sul de Espanha]. Assim, mudámos o comboio e ficamos mais um dia", disse à Lusa, envergando uma 't-shirt' da seleção de 2010, com o nome de Andrés Iniesta nas costas.
Iniesta marcou em 2010 o único golo da final do mundial daquele ano, também no prolongamento, num jogo que Espanha disputou com os Países Baixos e fez dele um herói nacional.
No domingo, a história repetiu-se quase milimetricamente, na segunda final de um campeonato do mundo de futebol que Espanha disputou, regressando a casa com um novo herói - Ferran Torres.
"Hoje celebramos um título, amanhã recordaremos uma lenda", escreveu a Casa Real de Espanha, liderada por Felipe VI, na rede social X, poucos minutos após a vitória espanhola.