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Madeira

Apesar da quebra, Madeira mantém-se no top-3 das mais caras para comprar casa

Observatório do Imobiliário do Doutor Finanças divulgado hoje coloca a região no grupo dos 9 territórios que viu baixar os preços

Foto Shutterstock
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A Madeira continua entre os mercados imobiliários mais caros de Portugal, tanto na compra como no arrendamento, apesar de uma ligeira descida dos preços de venda no 2.º trimestre de 2026.

De acordo com o Observatório do Imobiliário do Doutor Finanças de Julho de 2026, o preço médio de venda na Região Autónoma da Madeira fixou-se nos 4.401 euros por metro quadrado no 2.º trimestre, uma redução de 0,4% face aos primeiros três meses do ano. Ainda assim, a Madeira mantém o terceiro valor mais elevado do país, apenas atrás de Lisboa (5.660 euros/m²) e Faro (4.759 euros/m²).

No mercado de arrendamento, a evolução foi inversa. A renda média aumentou 0,1% no trimestre, para 16,06 euros por metro quadrado, o segundo valor mais elevado a nível nacional, apenas superado por Lisboa (20,20 euros/m²) e ligeiramente acima de Faro (16,01 euros/m²). Enquanto a média nacional recuou 4,2%, a Madeira registou um dos poucos aumentos entre os distritos e regiões autónomas.

Entre os concelhos madeirenses, o Funchal continua a apresentar o preço médio de venda mais elevado, com 4.906 euros por metro quadrado. Seguem-se a Calheta (4.767 euros/m²), Santa Cruz (3.512 euros/m²), Câmara de Lobos (3.409 euros/m²) e Ponta do Sol (3.279 euros/m²). No extremo oposto surgem Santana (2.170 euros/m²), Porto Moniz (2.476 euros/m²) e São Vicente (2.696 euros/m²). A média regional em Julho situou-se nos 4.436 euros por metro quadrado.

O relatório conclui que, apesar da estabilização observada no mercado de compra, a Madeira continua entre as regiões com os preços mais elevados do país e com maior esforço financeiro exigido às famílias para aquisição de habitação.