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Japão envia segunda equipa médica e ajuda humanitária para a Venezuela

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Foto EPA/RONALD PENA R

O Japão vai enviar uma segunda equipa médica para a Venezuela e doar 3,5 milhões de dólares (2,6 milhões de euros) em ajuda humanitária, anunciou hoje o Governo japonês.

"O Governo do Japão vai continuar a apoiar o povo da Venezuela e a prestar a assistência necessária com base nas necessidades locais", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês num comunicado.

A equipa de assistência médica, composta por profissionais de saúde, funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Agência de Cooperação Internacional do Japão, viaja para a Venezuela na próxima semana.

O Ministério japonês anunciou ainda o envio de um pacote de ajuda humanitária, incluindo alimentos, bens essenciais e material médico, avaliado em 3,5 milhões de dólares (2,6 milhões de euros).

A ajuda será gerida pelo Programa Alimentar Mundial (PAM), pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

"Através desta ajuda de emergência, executamos diversas formas de assistência humanitária, incluindo alimentação, saúde e apoio médico, assim abrigos e artigos essenciais", explicou o Governo japonês.

Tóquio anunciou na semana passada o envio da primeira equipa médica de socorro, composta por 42 membros, para o país sul-americano, na sequência dos dois sismos que atingiram a região há mais de duas semanas.

Na terça-feira, a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou ter solicitado assistência de países que registam grandes sismos, como Japão, Peru e Chile, para o envio de especialistas.

"Já contactámos os governos para que os especialistas estejam aqui e nos ajudem a avaliar quais as estruturas que necessitam de reforço", disse a líder num comunicado na emissora estatal venezuelana.

Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 3.899 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Entre os mortos, há pelo menos 104 portugueses e lusodescendentes, e 57 estão desaparecidos ou incontactáveis.

Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da UE, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Ritcher ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).