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Desporto

Duarte Gomes diz que não foi "possível restaurar o grau de confiança institucional" no cargo

Ex-director técnico da FPF afirma que não colocou em causa qualquer pessoa e diz estar disponível para esclarecer autoridades

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O ex-director técnico nacional de arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), o madeirense Duarte Gomes, recorreu às redes sociais para justificar a sua demissão do cargo, afirmando que a decisão resultou da perda de confiança institucional após diligências internas relacionadas com informações que lhe foram transmitidas por um árbitro profissional.

“Concluí que não era possível restaurar o grau de confiança institucional que considerava essencial ao desempenho das minhas funções”, escreveu o antigo árbitro, acrescentando que a sua renúncia decorreu de uma decisão pessoal por considerar incompatível a continuidade no cargo com os valores que o regem.

Duarte Gomes explica que tudo teve origem em informações partilhadas por um árbitro de futebol profissional no final da época passada, que levantaram “preocupações institucionais muito relevantes”. Perante esses elementos, refere ter realizado diligências internas “com reserva, neutralidade e transparência”, com o objectivo de avaliar a estabilidade necessária ao exercício das suas funções.

O ex-responsável da arbitragem assegura ainda que não divulgou qualquer nome ou facto concreto, nem colocou em causa a honra ou reputação de pessoas ou instituições. “Em nenhum momento coloquei em causa a honra, o bom nome ou a reputação de qualquer pessoa”, sublinhou, acrescentando estar disponível para prestar esclarecimentos às entidades competentes sempre que solicitado.

A posição surge no mesmo dia em que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) confirmou ter remetido ao Ministério Público os factos relacionados com a demissão, no âmbito do Regime Jurídico da Integridade do Desporto.

Em comunicado, a FPF explica que os presidentes dos seus órgãos sociais — Direcção, Mesa da Assembleia Geral, Conselho de Justiça e Conselho de Disciplina — decidiram enviar os elementos “de imediato” ao Ministério Público, em cumprimento do dever de denúncia previsto na lei sempre que existam suspeitas de possíveis irregularidades que possam afectar a verdade desportiva.

Segundo a federação, o Conselho de Justiça irá ainda reunir-se para analisar a participação disciplinar remetida pelo presidente do Conselho de Arbitragem, aguardando-se as conclusões das autoridades competentes.