Primeiro-ministro defende que mais vale tentar e falhar do que adiar
O primeiro-ministro elogiou hoje a cultura do risco na apresentação do primeiro modelo de Inteligência Artificial (IA) português, defendendo que mais vale tentar e falhar do que adiar soluções, porque "quem não arrisca não petisca".
Luís Montenegro aproveitou ainda a ocasião para elogiar o papel transversal do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, no Governo, assegurando que, no executivo, estão "todos a remar para o mesmo lado".
Perante uma plateia composta sobretudo por investigadores, envolvidos no desenvolvimento do Amália, grande modelo de linguagem (Large Language Model - LLM), Montenegro deixou uma mensagem que pode ser entendida como de caráter mais geral.
"Temos a obrigação de não perder mais tempo. Discutir menos e fazer mais. Discutir o suficiente, mas fazer. Foi isso que nós fizemos aqui. Não nos quisemos perder em discussões que são legítimas, mas que iriam basicamente atrasar tudo", afirmou.
O primeiro-ministro defendeu que a cultura do risco "deve ser entendida dentro de um sentido de responsabilidade, mas também de ambição, de esperança, de confiança".
"É mesmo caso para dizer que quem não arrisca não petisca. Quem fica a aguardar grandes reflexões e grandes consensualizações fica para trás", avisou.
Montenegro defendeu que "é mais importante tentar do que adiar, é preciso tentar e eventualmente falhar", justificando a razão pela qual, em novembro de 2024, aceitou o desafio de ter, num ano e meio, um modelo português de IA.
Sobre Gonçalo Matias, o primeiro-ministro sublinhou que é "um elemento que intervém de forma transversal em toda a administração, em todos os setores da governação e, por via disso, em todos os setores da sociedade".
"Esta coordenação, dentro da nossa orgânica, também é fundamental porque todos estão a remar para o mesmo lado, na mesma direção, para termos processos mais simples e, depois de termos a simplificação dos processos, termos processos mais digitais para poderem servir o cidadão", afirmou.
Montenegro aproveitou para revelar um pedido que deixou ao seu ministro Adjunto.
"Não digitalize aquilo que ainda não está simplificado porque isso é transportar a burocracia tradicional para a burocracia digital que é tão ou mais difícil de superar. Simplifiquem, simplifiquem, simplifiquem e depois digitalizem", apelou.