A ciência do nome das ruas: o caso do Beco dos Ausentes
Quando decidi viver no Beco dos Ausentes, nunca valorizei o seu nome. Porém, hoje questiono o porquê desta rua ser frequentemente negligenciada pelas entidades responsáveis. Nos últimos anos, tenho recorrido ao “Funchal Alerta” para reportar várias situações, nomeadamente a falta de limpeza dos arbustos da rua, o abandono de viaturas, a existência de derrames de água (de rega, da rede e de esgotos), o estado degradante do pavimento… Embora algumas destas ocorrências tenha sido solucionadas, outras nunca foram alvo de qualquer intervenção, nomeadamente a existência de depressões e crateras no pavimento, que têm vindo a se agravar com o tempo, uma vez que algumas destas ocorrências têm mais de um ano. Será que os moradores desta rua estão alegadamente “ausentes” para não receberem a devida atenção dos responsáveis? Será que os seus impostos em relação à habitação e circulação automóvel não são suficientes para que beneficiem de uma deslocação diária digna? Para além do desconforto, o estado do pavimento tem vindo a danificar as suas viaturas, tendo sido já necessário recorrer ao reboque de algumas viaturas que ficaram inoperáveis. Ao que parece, existem planos de intervenção nesta rua, mas todos nós conhecemos que dos planos camarários à sua execução vai uma longa distância. Não encontrando outra justificação, que seja compreensível e justificável, aconselho o leitor a dar atenção ao nome da rua na procura da sua habitação.
Síbia Patrícia da Costa Gonçalves Sousa