Autoridades elevam número de mortos para 1.943
O duplo sismo que atingiu a Venezuela na passada quarta-feira provocou 1.943 mortos e 10.571 feridos, segundo o último balanço oficial hoje divulgado pelas autoridades venezuelanas.
Os dados oficiais indicam também acima de 15 mil desalojados, informou o presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, atualizando o último balanço de vítimas, que era de 1.719 mortos e 5.034 feridos.
De acordo com as autoridades, 6.461 pessoas foram resgatadas com vida desde o início das operações de socorro, tendo Rodríguez salientado o caso hoje ocorrido de uma criança de 2 anos.
O presidente do parlamento observou que cerca de 30.000 pessoas estavam no momento do duplo sismo nas zonas de Caraballeda e Catia La Mar, em La Guaira, as mais atingidas.
Acrescentou que, nos momentos iniciais da emergência, entre 13.400 e 13.500 pessoas conseguiram escapar sozinhas ou com a ajuda de familiares.
"Devemos continuar a busca incansável por sobreviventes. Devemos manter a esperança de continuar a encontrar pessoas vivas debaixo dos escombros", afirmou o presidente do parlamento, dando conta de 689 réplicas desde os dois sismos.
Rodríguez especificou que 855 edifícios sofreram danos, dos quais 189 "desabaram completamente".
Mas uma avaliação preliminar realizada pela NASA, com recurso a imagens de satélite, indica que o duplo sismo na Venezuela poderá ter danificado ou destruído cerca de 58.870 edifícios.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo.
Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Mais de 3.300 socorristas enviados por 27 países, coordenados pela ONU, estão na Venezuela para auxiliar nas operações de busca de sobreviventes, segundo a Presidente interina, Delcy Rodríguez.
Portugal foi um dos países que enviou equipas de busca e salvamento, bem como equipamentos de emergência.
Entre os mortos, há pelo menos 60 portugueses e lusodescendentes, e outros 97 estão desaparecidos ou incontactáveis.