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Número de mortos sobe para 1.719

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Foto EPA

O número de mortos causados pelo duplo terramoto na Venezuela a 24 de junho subiu para 1.719, anunciou hoje o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

"O número de pessoas que perderam a vida é de 1.719", disse Rodríguez, acrescentando que 5.034 pessoas ficaram feridas.

O balanço anterior dava conta de 1.450 mortos.

Segundo o presidente do parlamento venezuelano, "855 edifícios foram afetados, 189 colapsaram totalmente e 666 sofreram um colapso parcial ou foram gravemente ou mesmo muito gravemente afetados".

"Os dois trágicos e terríveis terramotos, que tiveram grande impacto em setores da nossa população", foram seguidos por "609 réplicas", incluindo uma na manhã de hoje, com magnitude 4,2, indicou.

O tremor foi fortemente sentido pela população.

As hipóteses de encontrar sobreviventes estão a diminuir com o passar do tempo, observam os especialistas.

Entre as vítimas mortais, há pelo menos 56 portugueses e lusodescendentes, e outros 91 estão desaparecidos ou incontactáveis.

As Nações Unidas estimam que cerca de 50.000 pessoas estão desaparecidas, enquanto continuam as operações de busca por sobreviventes.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.